O impulso eleitoral de 2026 vem sobretudo do crédito, fora das regras fiscais, e chega a uma economia aquecida e endividada. Em 2027, a retirada dos estímulos, a ressaca das dívidas e o El Niño complicam a equação da política econômica.
A relação entre finanças públicas e ciclos eleitorais é muito forte, dados os componentes de economia política presentes no orçamento público. Em linhas gerais, o gasto público tende a ser mais elevado em períodos eleitorais com o objetivo de gerar uma sensação de bem estar e ajudar a popularidade do incumbente.


Nos Gráficos 1 e 2 acima pode-se notar que, no atual ciclo eleitoral (dados até o primeiro trimestre de 2026), os gastos primários federais (Gráfico 1, linha amarela) deram partida com bastante força, comparados a outros ciclos do passado. Já os gastos estaduais (Gráfico 2, linha amarela) têm um comportamento no atual ciclo, comparativamente ao imediatamente anterior, bem mais modesto.
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