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Redação do Site Inovação Tecnológica – 22/10/2026

Visualização artística do veículo lunar VIPER na superfície da Lua.
[Imagem: NASA/Daniel Rutter]
Robôs lunares
A NASA atualizou as informações da frota de veículos robotizados – ou rovers – que a agência pretende enviar à Lua para preparar o caminho para os astronautas e depois ajudá-los a se movimentar por lá.
“Os veículos exploradores lunares são fundamentais para nossa estratégia de mobilidade na superfície,” disse Robert Pickle, do Programa de Base Lunar da NASA. “Seu desempenho estabelecerá as bases para os sistemas de mobilidade que definirão a próxima era da exploração e, em última análise, determinarão a eficácia com que poderemos construir, operar e expandir a infraestrutura necessária para a exploração de longa duração [da Lua].”
O primeiro dos veículos é o Viper, sigla em inglês para “Rover de Exploração Polar e Pesquisa de Voláteis”, que deverá ser enviado para a região do Polo Sul lunar já em 2027. Na verdade, o robô Viper está pronto para ir à Lua há mais de dois anos, mas a agência cancelou seu lançamento por falta de fundos.
O objetivo central é explorar crateras permanentemente sombreadas em busca de água e outros recursos importantes para a exploração sustentável da Lua, diminuindo a dependência do envio de materiais a partir da Terra.
Depois de colocado na superfície lunar por um módulo de pouso Blue Moon Mark 1, o VIPER percorrerá mais de 30 quilômetros, coletando informações sobre o ambiente térmico, iluminação e relevo na região do Polo Sul da Lua. Esses dados poderão fornecer informações sobre a origem e a distribuição da água na Lua, ajudar a determinar como os recursos lunares poderiam ser usados para a base lunar, bem como compreender melhor a história da Lua e os processos que ajudaram a moldar suas condições atuais.

Representação artística do Veículo Lunar Tripulado (CLV-1) na superfície da Lua.
[Imagem: Astrolab]
Veículos terrestres lunares
O próximo modelo é o que a NASA chama de veículos terrestres lunares, ou LTVs (Lunar Terrain Vehicles), que também deverão chegar à Lua antes das missões tripuladas Artemis – a empresa Blue Origin deverá colocar um LTVs na região do Polo Sul lunar até 2028.
Os veículos LTV serão operados remotamente da Terra, percorrendo até 6 quilômetros por dia, mapeando a superfície lunar para ajudar os cientistas a produzir mapas de alta resolução da região, antes da chegada da tripulação em futuras missões.
Os veículos também coletarão informações para ajudar a treinar os engenheiros sobre a operação nesse ambiente extremo, incluindo dados sobre iluminação, navegação e o desempenho dos LTVs em termos de conservação de energia e funcionamento ao entrar e sair de regiões permanentemente sombreadas, que podem atingir -203 °C. Isso ajudará a orientar o desenvolvimento da Base Lunar e aprimorar o projeto e a capacidade de futuros sistemas de mobilidade, hardware e infraestrutura.
Numa segunda etapa, já durante as missões tripulados, os astronautas dirigirão uma nova geração de LTVs, como o da ilustração acima, para explorar áreas geologicamente diversas da região do Polo Sul lunar, coletando amostras geológicas para trazer de volta à Terra. Os veículos LTV serão capazes de realizar até três caminhadas lunares por missão, transportar até 80 quilogramas de amostras e ferramentas lunares e percorrer até 10 quilômetros com uma única carga de bateria.

Um protótipo em escala real do veículo lunar Pegasus.
[Imagem: Outpost]
Jipes lunares
A terceira geração de rovers foi projetada para fazer o papel dos jipes lunares da missão Apolo. O primeiro será o “Veículo Lunar Tripulado 1”, ou CLV-1 (Crewed Lunar Vehicle), construído pela Astrolab.
Contudo, antes da chegada do CLV-1 à Lua, a Astrolab enviará seu primeiro veículo robótico, o FLIP, como carga útil da missão Griffin-1, com lançamento previsto para o final de 2026. O FLIP servirá como plataforma de testes para subsistemas críticos do CLV-1, que incluirão pneus, baterias, rádios e câmeras.
O primeiro modelo do CLV-1 já está pronto, e começará a ser testado nos laboratórios de simulação de terrenos lunares do Centro de Pesquisas Glenn. Batizado de Pegasus, é uma versão menor da plataforma LTV, mas mesmo assim está sendo chamado pela NASA de “posto avançado lunar”.
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