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Injetoras: Onda de modernização impulsiona demanda

Fornecedores brasileiros de máquinas injetoras para transformação plástica estão se beneficiando parcialmente de uma onda de modernização que vem impulsionando os negócios com empresas de importantes cadeias industriais do país.

Entre elas estão representantes da indústria automotiva, embalagens, médico-hospitalar, eletroeletrônico e bens de consumo. A demanda por máquinas é motivada tanto pela necessidade dessas empresas de substituir parte da antiga capacidade produtiva por tecnologias mais avançadas, como pelo desejo de ampliar a produção de peças de melhor qualidade.

Os investimentos se concentram em equipamentos que proporcionem redução do tempo de ciclo e do desperdício de insumos, eficiência energética, maior estabilidade operacional e disponibilidade dos ativos produtivos.

Boa parte dos fabricantes de injetoras aposta na continuidade desse cenário positivo, puxado sobretudo por clientes cuja inserção global exige a modernização contínua de seus parques industriais e competitividade sistêmica.

Para Udo Loehken, diretor da Engel Brasil, o segmento automotivo lidera a modernização devido ao crescimento da eletrificação da frota, que exige componentes plásticos mais sofisticados e com elevados requisitos de qualidade.

Loehken: plataforma de IA amplia monitoramento e ajustes QD©: divulgação
Loehken: plataforma de IA amplia monitoramento e ajustes

Em embalagens e alimentos, segundo ele, “os investimentos são direcionados principalmente ao aumento da produtividade, eficiência energética e sustentabilidade.”

Máquinas de alta performance são demandadas obrigatoriamente por clientes voltados a embalagens rígidas para alimentos (potes, bandejas e recipientes) e produtos destinados a materiais de limpeza (frascos, tampas e recipientes para detergentes, amaciantes e outros), reitera Michel Carreiro, gerente geral da Sumitomo (SHI) Demag do Brasil. Nesses segmentos, observa-se uma implementação perene de projetos, buscando redução do tempo de ciclo e do consumo de energia, diminuição de perdas e aumento da estabilidade dos processos produtivos.

No caso específico da indústria automobilística, destaca-se também a chegada e expansão das montadoras chinesas no Brasil, que contribuíram igualmente para elevar o fornecimento de injetoras ao mercado doméstico, aponta Luís Guerra, gerente comercial da Chen Hsong.

Guerra: vinda de montadoras chinesas aqueceu as vendas QD©: divulgação
Guerra: vinda de montadoras chinesas aqueceu as vendas

“Os efeitos dessa movimentação impactaram mais positivamente a demanda por componentes plásticos,” justifica Guerra.

Por sua vez, a recuperação registrada em embalagens ocorreu em consequência da ascensão de aplicações de PET e PVC. Ambas as resinas demandam máquinas cada vez mais eficientes, rápidas e adequadas a aplicações de maior produtividade, como explicou.

Guerra diz que as transformações industriais com PET são bastante específicas, variadas e resultam principalmente em embalagens para bebidas e alimentos, exigindo precisão e estabilidade no processo de injeção. Em relação ao PVC, muito presente, por exemplo, em materiais de construção civil, a expansão demandou investimentos associados tanto à modernização dos equipamentos produtivos quanto visando maior eficiência operacional e redução de custos.

Vasconcelos: acionamento mais rápido reduz o tempo de ciclo QD©: divulgação
Vasconcelos: acionamento mais rápido reduz o tempo de ciclo

“A demanda por pré-formas PET, tampas para bebidas, baldes industriais e embalagens de parede fina, segmentos atendidos pela Husky Technologies, vem sendo influenciada principalmente por dois fatores. Um deles é o consumo de bens e o outro, mudanças nos materiais e nos próprios requisitos das embalagens,” segundo o gerente de negócios da companhia Valdenir Vasconcelos.

Por conta desse alinhamento, equipamentos de maior produtividade e precisão são demandados pela conversão de embalagens de poliolefinas para PET, uso crescente de PCR (resinas recicladas pós-consumo) e pela redução de peso e dimensões das embalagens. “Nesse cenário, tecnologias capazes de processar esses materiais com eficiência tornam-se importantes para manter a competitividade dos transformadores”, explica Vasconcelos.

Embalagens integram os segmentos que mais demandam máquinas injetoras entre os clientes da Wittmann Battenfeld do Brasil, segundo o gerente técnico de vendas Marcos Cardenal.

Injetoras: Produtividade garante vendas de máquinas novas ©QD Foto: divulgação
Marcos Cardenal da Wittmann-Battenfeld

“As vendas são motivadas pela elevação do consumo de produtos embalados. Ao mesmo tempo, a indústria procura aumentar a produtividade e a eficiência dos processos produtivos, além de atender às crescentes exigências de qualidade e competitividade desse mercado,” acrescenta.

A extrusão de perfis de alumínio e de componentes para persianas, produtos metálicos usados na construção civil, vêm puxando inovações significativas na indústria de máquinas, complementa Jean Andrade, diretor comercial da Sethi3D. Os clientes destes segmentos priorizam soluções que proporcionem maior produtividade, precisão e padronização, segundo Andrade.

O comercial da companhia também constatou crescimento de demanda na área educacional e de pesquisa, determinada pela expansão dos laboratórios de manufatura avançada. O principal fator favorável a esse incremento nas vendas é a necessidade dos clientes de produzir com maior qualidade, menor desperdício e ciclos produtivos mais curtos, informa o executivo.

Utilidades domésticas, linha branca e eletroeletrônicos também figuram na lista dos setores que vêm aquecendo a indústria de máquinas injetoras, conforme constatam, respectivamente, as fornecedoras Injetec Jau e Simco Máquinas. Para Giulia Pupo, responsável pela área de vendas da Injetec, a demanda cresce tanto pelo aumento da produção quanto pela substituição de máquinas antigas por modelos diferenciados, inclusive sob a ótica da automação, e pelo interesse de alguns clientes em produzir peças mais leves.

Israel Bernardes, gerente nacional de injetoras da Simco, complementa que cada segmento apresenta necessidades específicas.

Bernardes: cliente investe para agregar valor à operação QD©: divulgação
Bernardes: cliente investe para agregar valor à operação

“No entanto, de modo geral, todos convergem para os mesmos objetivos: bom desempenho técnico e operacional no chão de fábrica,” sintetiza o executivo.

A Romi, por exemplo, atende a uma ampla variedade de segmentos industriais, cada um com demandas alinhadas às suas necessidades operacionais e diferentes tipos de máquinas injetoras, observa Gustavo Stella Fray, gerente de engenharia de produtos. Por essa razão não há um único setor que opere como carro-chefe do faturamento da companhia. Ou seja, as vendas variam conforme a especificação técnica do produto, volume de produção, requisitos de qualidade e nível de automação exigido pelo cliente, diz Fray.

Onda de modernização nas injetoras: Aquisições de máquinas priorizam investimentos com retorno garantido

Economicamente, a produção e venda de máquinas injetoras vêm apresentando altos e baixos, mas o balanço favorece boa parte dos fabricantes, como dizem os entrevistados. Contudo, alguns deles ressalvam que, em certos casos, as decisões de investimento são proteladas por incertezas macroeconômicas, exigindo cautela nos gastos com expansão da produção.

Em 2026, o setor segue em transformação, marcado pela busca das indústrias por indicadores de desempenho mais condizente com as inovações tecnológicas atuais, avalia Israel Bernardes, gerente nacional de injetoras da Simco. Contudo, há uma mudança de paradigma no posicionamento dos compradores no que diz respeito aos fatores determinantes da decisão de mobilizar capital, como afirmou.

Os clientes estão avaliando não apenas o desembolso inicial, mas principalmente o retorno que o equipamento novo pode proporcionar à empresa ao longo de sua vida útil. Em consequência, a demanda tem se tornado mais direcionada, visando garantir que o investimento agregue valor à operação, explica Bernardes.

De fato, a demanda está mais criteriosa, confirma Giulia Pupo, responsável pela área de vendas da Injetec, ao apontar que os indicadores da empresa confirmam o aquecimento de mercado. A modernização da linha de produção dos clientes continua, orientada pela busca de produtividade e competitividade, segundo ela. Mas esse ganho qualitativo vem sendo comparado também com o custo do crédito e impacto da variação cambial, acrescenta Pupo.

A procura por máquinas permanece consistente em projetos voltados tanto à ampliação da capacidade produtiva quanto para a substituição de equipamentos antigos por soluções mais eficientes, automatizadas e tecnologicamente avançadas, diz Udo Loehken, diretor da Engel Brasil. As decisões de compra são ancoradas também, segundo ele, na necessidade das empresas de intensificar a produtividade, eficiência energética e digitalização.

Andrade: inovação auxilia a conter custos operacionais QD©: divulgação
Andrade: inovação auxilia a conter custos operacionais

“Embora as condições de financiamento e volatilidade econômica influenciem as decisões de aquisição de máquinas, muitas empresas consideram a inovação como forma de conter gastos com a operação,” avalia Jean Andrade, diretor comercial da Sethi3D.

Pequenas e médias empresas, principalmente, estão nessa pegada, optando por soluções de automação mais acessíveis, justifica.

Essa tendência é observada também pela Wittmann Battenfeld do Brasil. O impulso dos negócios é mais seletivo, mas a atualização tecnológica com foco na digitalização permanece como um dos principais vetores das vendas, mesmo diante das restrições de gastos financeiros, diz o gerente técnico de vendas Marcos Cardenal.

Para Valdenir Vasconcelos, gerente de negócios da Husky Technologies, há uma relativa estabilização do mercado, no qual há poucos movimentos de ampliação de capacidade produtiva, sobretudo de máquinas injetoras de alta performance. Mas, paralelamente, observa-se a renovação do parque industrial em outras áreas, além da entrada de novos players em segmentos que demandam equipamentos de maior desempenho, acrescenta.

“Eu diria que o momento é de atenção e muito cuidado na realização de negócios”, alerta Luis Guerra, gerente comercial da Chen Hsong. Sua empresa registrou queda nas cotações, ao mesmo tempo em que houve a protelação de projetos que já estavam encaminhados. Por outro lado, outras iniciativas de investimento foram levadas adiante, mas com valores bastante pressionados e, em alguns casos, abaixo de níveis considerados sustentáveis, avalia Guerra.

O mercado é desafiador por conta de conflitos externos que pressionam os preços das matérias-primas, do clima pré-eleitoral e do nível de inadimplência no país, avalia Michel Carreiro, gerente geral da Sumitomo (SHI) Demag do Brasil. Esse conjunto de fatores dificulta a tomada de decisão para novos investimentos, impactando negativamente o setor de bens de capital em geral, afirmou. Mas empresas que priorizam ganhos de produtividade, competividade operacional e sustentabilidade, seguem o cronograma de investimentos, ressalva Carreiro.

Elétricas ganham espaço, mas híbridas e hidráulicas mantêm relevância

De modo geral, as máquinas elétricas ampliam sua participação no chão de fábrica, principalmente em aplicações que exigem precisão, repetibilidade, velocidade e eficiência energética. Porém, as injetoras hidráulicas continuam relevantes na preferência dos clientes pela robustez do equipamento, versatilidade e relação custo-benefício, como descrevem os entrevistados. Por sua vez, as máquinas híbridas mantêm espaço no mercado, quando a demanda combina a exigência por estabilidade e eficiência operacionais.

Na Engel, Udo Loehken observa que a escolha de cada máquina depende da sua função na planta do cliente, bem como dos objetivos que cada um almeja com o investimento. As elétricas são mais usadas em segmentos como médico-hospitalar, eletrônico, embalagens e peças técnicas, enquanto as hidráulicas permanecem fortes em aplicações de médio e grande porte. A opção pelas híbridas ocorre quando a aplicação combina as vantagens dos dois sistemas, comentou.

O status das hidráulicas no mercado brasileiro é sustentado pela sua robustez, versatilidade e menor investimento inicial, explica Giulia Pupo, responsável pela área de vendas da Injetec. Ao mesmo tempo, segundo ela, cresce a procura por máquinas elétricas e híbridas, principalmente em operações que exigem maior precisão, velocidade, economia de energia e limpeza.

Para Jean Andrade, diretor comercial da Sethi3D, as hidráulicas ainda representam parcela importante do mercado, especialmente em aplicações gerais e quando o investimento inicial é determinante. Entretanto, eleva-se rapidamente a procura por máquinas 100% elétricas, enquanto as híbridas são preferidas quando os clientes querem equilíbrio entre desempenho, eficiência energética e custo de aquisição.

As elétricas são mais procuradas também na Sumitomo-Demag, informa o gerente geral Michel Carreiro. A preferência se deve, segundo ele, à alta produtividade associada ao menor consumo de energia. No total, elas respondem por 90% das vendas da empresa no país.

Israel Bernardes, gerente nacional de injetoras da Simco, ressalta que as máquinas hidráulicas continuam sendo utilizadas por sua robustez, versatilidade e relação custo-benefício. As elétricas e híbridas avançam em segmentos que exigem maior precisão, menor consumo de energia, ciclos mais rápidos e maior controle do processo, segundo ele.

Injetoras incluem recursos para elevar produtividade QD©: divulgação
Injetoras incluem recursos para elevar produtividade

Na Husky Technologies, o gerente de negócios Valdenir Vasconcelos constatou uma redução da demanda por máquinas 100% hidráulicas, principalmente em razão do consumo energético. As elétricas ganham destaque, enquanto as híbridas continuam relevantes por sua alta performance. A evolução dos controles e a maior eletrificação das híbridas permitem combinar eficiência energética com velocidade, estabilidade e constância de injeção ao longo da vida útil, segundo ele.

Marcos Cardenal, gerente técnico de vendas da Wittmann Battenfeld, aponta a preferência de seus clientes pelas máquinas elétricas e híbridas. A opção é baseada principalmente no custo-benefício, eficiência energética e precisão no funcionamento da injetora, diz ele. As hidráulicas estão em terceiro lugar em procura.

Mas essa relação praticamente se inverte na avaliação de Luis Guerra, gerente comercial da Chen Hsong. Para ele, as máquinas hidráulicas continuam bem posicionadas no mercado, em razão dos avanços obtidos em eficiência, precisão e produtividade. O executivo admite, porém, que as elétricas apresentam elevada eficiência em determinadas ocupações operacionais, enquanto as híbridas “dão show”, em mercados de ciclos rápidos.

Indústria 4.0 e ferramentas de IA dão suporte à evolução tecnológica

A combinação entre desempenho mecânico, controle digital e conectividade revela o grau de evolução tecnológica alcançado por boa parte das injetoras disponibilizadas pelos fornecedores. Em algumas máquinas as operações podem ser monitoradas em tempo real, graças à integração dessas tecnologias aos sistemas de gestão dos clientes. Ajustes automáticos e recursos de inteligência artificial contribuem para reduzir falhas, acelerar processos e conferir maior estabilidade às operações de chão de fábrica, conforme detalham os entrevistados.

Ao mesmo tempo, recursos que ampliam o acesso ao interior da máquina e facilitam a interface com robôs, ajudam a reduzir tempos de setup e manutenção dos equipamentos. Por sua vez, os controles digitais favorecem a implementação dos conceitos de Indústria 4.0 nos processos operacionais, gerando dados e informações que, segundo os fabricantes, agilizam as decisões.

Os equipamentos fornecidos pela Engel, por exemplo, garantem o acesso a essas ferramentas digitais, graças à integração inteligente entre hardwares e softwares, informa o diretor da companhia Udo Loehken. O inject AI, plataforma que reúne recursos para diferentes etapas do ciclo de vida da máquina, vem sendo usado pela empresa a fim de ampliar a capacidade de monitoramento e ajustes dos processos operacionais.

Adicionalmente, outras ferramentas, tal como a EVA, se encarregam da manutenção preditiva e confiabilidade no funcionamento seguro das máquinas. Loehken explica que essa inovação é dotada de inteligência artificial e facilita a intepretação de mensagens capazes de antecipar falhas e propor ações corretivas. O executivo cita também a tecnologia tie-bar-less, presente nas linhas victory e e-victory da Engel, que viabiliza a integração com robôs e periféricos, proporcionando maior agilidade na troca de moldes, setup e intervenções de manutenção.

Na Romi, o gerente de engenharia de produtos Gustavo Stella Fray, chama a atenção para o Romi Pulse, que reúne indicadores operacionais de máquinas conectadas em um único ambiente. Por sua vez, o Romi AI utiliza inteligência artificial na análise dos dados, apoiando diagnósticos, alertando sobre necessidade de manutenção e contribuindo para a otimização dos processos.

Essas duas ferramentas potencializam a conectividade tecnológica oferecida pela empresa, alinhadas às principais evoluções incorporadas aos seus produtos, afirmou. A articulação entre sistemas é apoiada pelas inovações embarcadas nas injetoras, com destaque para os servomotores de alta eficiência, dentre outras soluções inovadoras, explica o gerente.

Fray acrescenta que as máquinas da Romi também podem operar de acordo com as plataformas MES, ERP e sistemas supervisórios instalados na infraestrutura de automação dos clientes, por meio de protocolos industriais conhecidos. Essa integração fornece informações como volume de produção, consumo de energia, disponibilidade dos equipamentos, tempo de ciclo da operação e alarmes, explica Fray.

As máquinas da Sumitomo-Demag saem de fábrica com interface de comunicação no padrão OPC-UA, permitindo integração com sistemas MES, ERP e outras plataformas de manufatura, informa Michel Carreiro, gerente geral da empresa no Brasil. Um dos diferenciais é a fabricação própria de servomotores e componentes críticos, associada ao maior controle de qualidade, confiabilidade e vida útil. A empresa também utiliza sistemas inteligentes, como o Active Melt Control, que analisa as curvas do processo e realiza correções automáticas nos ciclos seguintes.

O controle inteligente contribui para maior estabilidade da produção, redução de variações e refugos. A combinação entre tecnologia própria e controle avançado resulta em ganhos de produtividade, qualidade e competitividade para o transformador, ressalta o gerente.

Carreiro informa ainda que, nas máquinas elétricas, dimensões ampliadas das placas e maior distância entre colunas facilitam o acesso à área do molde, trocas, manutenção e integração com robôs e sistemas de automação lateral. O controle digital permite monitorar o processo e realizar correções automáticas, reduzindo a necessidade de intervenções manuais.

Servoacionamentos para redução do consumo energético e preparação para integração com robôs e sistemas digitais exemplificam a evolução tecnológica das máquinas da Simco. Essas ferramentas trabalham em interface com sistemas inteligentes de controle e monitoramento, oferecendo maior precisão no gerenciamento de pressão e velocidade, explica Israel Bernardes, gerente nacional de injetoras da companhia.

Bernardes acrescenta que a conectividade dos equipamentos permite acompanhar produtividade, ciclos, alarmes, consumo e desempenho, fornecendo dados para decisões gerenciais e ações de manutenção preventiva. A integração com robôs, periféricos e sistemas digitais amplia a automação, a coleta de dados e o controle da produção. Esse conjunto de recursos prepara as máquinas para os conceitos da Indústria 4.0, contribuindo para maior produtividade, estabilidade e eficiência.

A oferta de soluções de automação disponibilizada pela Simco é ampliada por meio de parcerias estratégicas com empresas reconhecidas por desenvolver soluções robustas e eficientes. Uma delas é com a Techmation, especializada em sistemas inteligentes para transformação plástica, destaca Bernardes.

Na Husky Technologies, Valdenir Vasconcelos, gerente de negócios, destaca a evolução dos sistemas de acionamento, com movimentos mais rápidos de abertura e fechamento, sobreposição de etapas e maior sincronização. Esses recursos, aliados à eficiência energética, confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos, contribuem para reduzir tempos de ciclo e custos de produção, segundo ele.

A conectividade das máquinas Husky utiliza tecnologias IIoT e protocolos industriais para compartilhar dados em tempo real com os sistemas da fábrica. Além dele, o Advantage+ Elite combina dados dos equipamentos e conhecimento especializado para apoiar a manutenção proativa e preditiva, identificar problemas e aprimorar desempenho, qualidade, eficiência energética e confiabilidade.

O executivo informa ainda que, na plastificação, projetos avançados de rosca proporcionam maior homogeneidade da massa fundida e capacidade para processar materiais mais complexos, inclusive reciclados. As placas com tecnologia proprietária Reflex, por sua vez, distribuem os esforços de fechamento e ajudam a proteger o molde, contribuindo para maior consistência dimensional e de peso, menos rebarbas e refugos, e melhor aproveitamento da matéria-prima.

Os sistemas de acionamento servo-hidráulicos com recursos de inteligência artificial estão entre os principais destaques tecnológicos da Wittmann Battenfeld do Brasil. O gerente técnico de vendas Marcos Cardenal informa, por exemplo, que o Temi – sistema de monitoramento e gerenciamento da produção – coleta dados em tempo real e os transmite por meio da IIoT, permitindo a integração aos sistemas MES e ERP.

Adicionalmente, o projeto das injetoras da companhia amplia o espaço entre as colunas, facilitando a entrada e a saída dos moldes, além de utilizar portas com curso maior. Como a empresa também fabrica robôs, seus comandos podem ser integrados à injetora, permitindo movimentos simultâneos e redução do tempo de ciclo. A conectividade, os ajustes automáticos e a rastreabilidade são reforçados pelos sistemas Wittmann 4.0 e pelo conceito Smart WorkCell, explica Cardenal.

Na Chen Hsong, Luís Guerra, gerente comercial, destaca a evolução dos sistemas hidráulicos, o desenvolvimento dos servomotores, a conectividade com equipamentos auxiliares e sistemas gerenciais e a automação como resposta à necessidade de reduzir a dependência de mão de obra. O monitoramento remoto, segundo ele, avança de uma função de acompanhamento para sistemas capazes de monitorar e ajustar o desempenho produtivo.

A evolução dos sistemas de plastificação, injeção e fechamento, associada à redução do tempo de ciclo, é apontada por Guerra como fundamental para ampliar a produtividade. A empresa também observa mudanças no projeto dos equipamentos para atender à automação, com maiores cursos de abertura e o uso de máquinas de duas placas com fechamento hidráulico.

O controle digital completa esse processo ao permitir que os sistemas processem informações com maior velocidade e façam correções nos ciclos para manter o desempenho do processo. A comunicação entre máquinas, equipamentos auxiliares e sistemas de gerenciamento amplia a integração e aproxima a produção do monitoramento em tempo real, detalha Guerra.

Dentre os avanços tecnológicos da Injetec, Giulia Pupo, responsável pela área de vendas, destaca os sistemas servo-hidráulicos, controles digitais de maior precisão e interfaces intuitivas. A companhia disponibiliza também em suas máquinas recursos como armazenamento de receitas, diagnóstico de falhas, sensores, monitoramento de energia e integração com robôs e sistemas de gestão. Esses recursos permitem acompanhar produtividade, consumo, rejeição e manutenção, transformando dados em suporte à melhoria contínua, relata Pupo.

A Sethi3D ressalta o funcionamento 100% elétrico, o controle preciso de temperatura e pressão e a otimização automática dos parâmetros de injeção. Além disso, a injeção elétrica melhora o controle do preenchimento, enquanto sistemas de fechamento mais rígidos favorecem a qualidade dimensional e reduzem rebarbas, acrescenta Jean Andrade, diretor comercial. Portas amplas, áreas livres para robôs, troca rápida de moldes e acesso facilitado à manutenção também contribuem para reduzir o tempo de setup, completou.

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