O Instituto Ethos apresentou a sua Teoria da Mudança durante o painel de abertura da 27ª edição da Conferência Ethos, realizada em São Paulo. O documento estabelece as diretrizes estratégicas da organização para o período até 2030 e orienta a atuação de suas mais de 400 empresas associadas na construção de um ambiente de negócios voltado para o desenvolvimento sustentável.
Definição da Teoria da Mudança
A Teoria da Mudança é um modelo de planejamento e avaliação institucional que define os impactos de longo prazo que a organização pretende gerar e os resultados intermediários sujeitos a monitoramento. A versão atual é fruto de um processo de consulta coletiva conduzido ao longo de três anos com diversos atores do ecossistema empresarial e da sociedade civil.
O modelo organiza a atuação do instituto em três eixos centrais de impacto: a transformação ética, justa e sustentável do setor empresarial; a redução das desigualdades com promoção da prosperidade econômica sustentável; e o fortalecimento das instituições democráticas no Brasil.
Importância institucional para o Instituto Ethos
Criado em 1998, o Instituto Ethos atualizou a sua estrutura estratégica para responder às transformações econômicas, climáticas e tecnológicas do país. Nesse sentido, a Teoria da Mudança serve como ferramenta de gestão para aferir a eficácia das ações institucionais e redefinir a contribuição do setor privado diante de desafios estruturais.
A presidenta do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Andréia Álvares, afirmou que o modelo busca manter a essência da mobilização empresarial, ao mesmo tempo em que insere temas como a defesa do Estado Democrático de Direito e a distribuição de renda no centro da agenda corporativa.
Aplicações no setor privado
Durante o debate, as pessoas participantes abordaram as implicações práticas da Teoria da Mudança nas empresas. O professor Hélio Santos ressaltou que a redução das desigualdades exige a gestão ativa da diversidade e o aumento da representatividade de raça e gênero em cargos de alta liderança e conselhos de administração.
A conselheira Neidinha Suruí destacou a necessidade de escuta ativa e diálogo direto com comunidades tradicionais e povos indígenas, com foco na prevenção de impactos socioambientais nos territórios. Por sua vez, o conselheiro Paulo Nigro enfatizou que a promoção da prosperidade econômica depende da criação de condições para o investimento produtivo, a geração de empregos e a atuação em políticas públicas voltadas para a integridade nos negócios.
Confira o desenho da Teoria da Mudança







