Com inscrições abertas até 22 de setembro, o evento que acontecerá entre 24 e 26 de setembro reúne palestras, visitas mediadas e oficinas voltadas a práticas pedagógicas antirracistas e à revisão de narrativas históricas

Entre os dias 24 e 26 de setembro, o Museu Paulista da USP, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e o Instituto Tomie Ohtake realizam em parceria o seminário Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito. O evento é gratuito, aberto ao público e direcionado especialmente a educadores, mediadores e agentes culturais interessados em desenvolver abordagens críticas e antirracistas nas práticas educativas dos espaços culturais e museológicos. As inscrições permanecem abertas até a próxima terça-feira, 22 de setembro.
A iniciativa responde às transformações impulsionadas pelos movimentos negros nas últimas décadas, que têm sido fundamentais para revisar narrativas e trajetórias historicamente negligenciadas, além de ampliar a presença de artistas, pesquisadores e intelectuais negros em acervos e exposições. A premissa central do seminário reconhece que a ampliação dessa representatividade tenciona os critérios que definiram ausências e presenças nesses espaços, exigindo reavaliações na história da arte e novas estratégias de mediação cultural voltadas a combater estereótipos, apagamentos e reproduções de vieses coloniais.
24 de setembro – Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
As atividades do primeiro dia ocorrem na sede do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, com credenciamento matutino realizado pela Entrada P7.
9h às 10h: Recepção e café de boas-vindas.
10h às 10h15: Fala institucional da Superintendência e Diretoria Executiva.
10h15 às 10h30: Apresentação geral do evento, com Guilherme Domingos, Mariana Per e Laura Felicio.
10h30 às 12h: Mesa Museu Afro: promoção de autoestima a partir do acervo do MAB, ministrada por Guilherme Domingos. O painel debaterá estratégias de mediação para confrontar estereótipos, destacar protagonismos negros e refletir sobre o papel dos museus no fortalecimento da autoestima da população negra.
12h30 às 14h: Intervalo para almoço. A reentrada no período da tarde ocorrerá pela portaria principal.
14h30 às 17h: Visita mediada pelo acervo do museu, com foco em obras, trajetórias de artistas negros e suas contribuições para a cultura e história brasileira.
25 de setembro – Instituto Tomie Ohtake
No segundo dia, as atividades passam a ser sediadas no Instituto Tomie Ohtake.
10h às 12h: Conversa Juntó em diálogo: uma residência para arte educadores. O encontro compartilhará os caminhos e experimentações da residência Juntó, investigando a mediação cultural a partir de saberes afro-referenciados, pesquisas de campo e processos coletivos de conhecimento.
15h às 17h: Atividade prática Interlocução: práticas educativas + ateliê. Desenvolvida no contexto da exposição Teatro Experimental do Negro nas fotografias de José Medeiros, a proposta aborda a memória visual negra como prática narrativa, cênica e corporal.
26 de setembro – Museu do Ipiranga (Museu Paulista da USP)
O encerramento do seminário ocorrerá no Museu do Ipiranga com uma oficina prática voltada à desconstrução de narrativas colonialistas em acervos históricos.
14h às 17h: Oficina Ações Educativas na Desconstrução de Narrativas Colonialistas. A atividade propõe discutir como mediar acervos atravessados por heranças coloniais sem reproduzir ausências e apagamentos. A discussão apoia-se nas diretrizes da Lei nº 10.639/2003 e na visibilidade dada a personalidades históricas e artísticas negras como André Rebouças, Tebas (Joaquim Pinto de Oliveira), Mestre Valentim, Maria Auxiliadora, Yêdamaria e Maria dos Santos Reinbolt.
Percurso pelas Exposições: Os participantes percorrerão as exposições de longa duração do museu organizadas em três eixos: contrapontos (na exposição Passados Imaginados); ausências e apagamentos (em Uma História do Brasil); e presenças (nas exposições Para Entender o Museu, Mundos do Trabalho e Coletar: imagens e objetos).
Roda de Conversa: A atividade será finalizada no Ateliê 1 com um debate conduzido por educadores a partir da obra Mãos Sujas, de Paulo du Sanctus, recentemente incorporada ao acervo do Museu do Ipiranga.
Serviço
Mediação e educação em diálogo: a construção do negro como sujeito
Data de Realização: 24 a 26 de setembro de 2026
Prazo de Inscrições: de 9 até 22 de setembro
Links de Inscrição: Museu Paulista; Museu Afro Brasil e Instituto Tomie Otake
Investimento: gratuito
Público-Alvo: educadores, mediadores, agentes culturais e interessados em educação museal antirracista
Onde:
24/09, quinta-feira, 9h às 17h: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (entrada e credenciamento pela Portaria P7; acesso vespertino pela Portaria P3)
25/09, sexta-feira, 10h às 17h: Instituto Tomie Ohtake
26/09, sábado, 14h às 17h: Museu do Ipiranga / Museu Paulista da USP (Oficina no Ateliê 1 e exposições)







