NESTA EDIÇÃO. Após portaria do Ministério da Fazenda, Petrobras confirma subsídio ao diesel, mas ainda aguarda atos complementares para operacionalização.
Ritmo de migrações para o mercado livre de gás deve enfraquecer em 2027, indica NewGas.
EPE vai abrir consulta pública sobre hidrelétricas reversíveis.
Eleições 2026: Mais de 90% dos eleitores brasileiros consideram importante que candidatos apresentem propostas de enfrentamento às mudanças climáticas, mostra pesquisa Ipsos.
EDIÇÃO APRESENTADA POR:

Petrobras ajusta diesel e confirma adesão a subsídio, mas aguarda regras para operacionalização
A Petrobras confirmou na noite de quarta-feira (16/9) que vai aderir à subvenção adicional de R$ 1 por litro de diesel, com validade de 30 dias. Com isso, a companhia vai ajustar o preço do combustível na mesma proporção, mas os preços para as distribuidoras permanecerão inalterados, enquanto valer o subsídio.
- Segundo a empresa, a subvenção “é considerada compatível com os interesses da companhia, preservando sua flexibilidade na implementação da estratégia comercial”.
A estatal aguardava a publicação da portaria sobre a subvenção para confirmar a adesão. A assinatura do termo de adesão, no entanto, ainda depende da publicação dos atos complementares necessários à operacionalização da subvenção.
A demora na implementação da subvenção anunciada no começo de setembro, somada à redução das importações de diesel, já tem impactos sobre a cadeia de abastecimento, sobretudo no Sul do país.
- Você viu por aqui: Abastecimento de diesel enfrenta problemas com atraso de subsídio e queda nas importações.
- Em nota, o IBP afirmou que, nesse início do período de maior demanda por diesel no país, é importante para a regularidade do abastecimento garantir “a viabilidade de complementação da oferta nacional a partir de importações, incluindo a disponibilidade e as cotações de preços dos volumes provenientes do mercado externo, bem como as condições logísticas para sua internalização”
Está custando caro… O presidente Lula (PT) disse que o governo já gastou R$ 47 bilhões com as subvenções para conter o aumento no preço da gasolina e do óleo diesel no país.
- Em tempo: no Diário Oficial da União de quinta-feira (17) foram publicadas as prorrogações, por 60 dias, das MPs que abrem créditos extraordinários de R$ 3,33 bilhões e R$ 3,47 bilhões para o Ministério de Minas e Energia, destinados ao pagamento dos subsídios anunciados anteriormente.
Preço do barril. O Brent era negociado a US$ 104,93 às 6h30 de quinta (17), no horário de Brasília. Os preços encerraram as negociações na quarta em queda de 2,69% (US$ 2,92), a US$ 105,83 o barril.
- As quedas refletem a notícia de que autoridades dos Estados Unidos e os houthis se reuniram e os rebeldes do Iêmen disseram que não pretendem atacar navios estadunidenses. O alívio, porém, foi limitado por novos relatos de ataques contra alvos sauditas.
- Os estoques de petróleo nos EUA tiveram baixa de 640 mil barris na semana encerrada em 11 de setembro, a 423,429 milhões de barris, informou na quarta-feira (16) o Departamento de Energia.
E segue o debate sobre o Redata. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, defendeu na quarta-feira (16/9) que a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) incorpore o mecanismo de resposta da demanda como forma de otimizar a infraestrutura energética para abastecimento dos centros de processamento de dados no Brasil.
- A respeito de quais fontes de energia devem ser enquadradas na regulamentação para fins de acesso dos projetos de data centers aos benefícios, o vice-presidente de Tecnologia e Inovação da Axia Energia, Juliano Dantas, saiu em defesa das renováveis.
- A Abegás, por sua vez, reforçou o pleito pelo gás natural. Em nota, a associação das distribuidoras de gás canalizado defendeu que a regulamentação do Redata deve pautar-se pelos princípios da neutralidade tecnológica, metas ambientais claras e liberdade de escolha para os empreendedores.
Mercado livre de gás em 2027. O ritmo de novas migrações de indústrias para o mercado livre de gás natural deve desacelerar na virada do ano, em relação à janela passada, na visão da NewGas.
- Em entrevista ao podcast gas week, o diretor-executivo da empresa, Pedro Franklin, conta que a desaceleração é um processo natural, já que as grandes migrações já ocorreram. Assista na íntegra.
Hidrelétricas reversíveis. A EPE abrirá em outubro a consulta pública sobre as instruções de cadastramento de projetos de sistemas de armazenamento hidráulico (SAH) em procedimento competitivo, com foco em usinas reversíveis.
- A consulta será estruturada em três eixos: grau de maturidade do projeto, características técnicas e atributos, e custos e prazos.
Energia elétrica nas eleições. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) está propondo aos candidatos à Presidência da República uma agenda para retirar R$ 109,1 bilhões em custos da tarifa de energia por ano.
- A entidade fala em despesas “indevidas e ineficiências” na conta de energia. Até o momento, já houve encontros com quase todas as equipes dos candidatos, incluindo Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).
Clima nas eleições. Pesquisa Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima indica que 91% dos eleitores brasileiros consideram importante que candidatos apresentem propostas de enfrentamento às mudanças climáticas.
- Divulgado nesta quinta-feira (17/9), o levantamento Clima e meio ambiente na percepção dos brasileiros mostra ainda que, para 62% dos entrevistados, essa é uma questão “muito importante”.
Marco legal dos minerais críticos. Em discurso marcado pela defesa da soberania sobre os recursos naturais, o presidente Lula sancionou na quarta (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e voltou a criticar adversários políticos que, segundo ele, pretendem entregar as reservas brasileiras aos Estados Unidos.







