Trabalhos investigam a relação entre saúde bucal e artrite reumatoide e diferentes aspectos da disfunção temporomandibular

Três pesquisas da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP foram premiadas na 43ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), realizada no início deste mês. O prêmio IADR Hatton Competition and Awards ficou com a doutoranda Ana Carolina Aparecida Rivas. Na categoria Painel Iniciante as pesquisas de iniciação científica, na área de Oclusão e Articulação Temporomandibular, Beatriz Dorne conquistou o primeiro lugar e Livia Prado Remédio recebeu menção honrosa; as duas estudantes foram orientadas pela professora Laís Valencise Magri. As pesquisas tiveram apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
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O estudo apresentado por Ana Carolina investiga como uma enzima da bactéria Porphyromonas gingivalis, associada à doença periodontal, pode modificar proteínas humanas e contribuir para o desenvolvimento da artrite reumatoide. A pesquisa identificou uma proteína sobre a qual a enzima atua preferencialmente, resultado que ajuda a compreender a possível ligação entre a inflamação na boca e respostas do sistema imunológico.
Parte do trabalho foi desenvolvido durante um estágio de doutorado sanduíche na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, com apoio da Fapesp e supervisão de Mario Taba Junior, no Brasil, e Felipe Andrade, nos Estados Unidos. Também participaram do trabalho Marta Escarra-Senmarti e Jesus-Aureliano Robles de Anda.
Iniciação científica
O estudo apresentado por Beatriz, Efeito de um programa de educação em dor orofacial baseado em mindfulness como adjuvante ao tratamento conservador da DTM dolorosa crônica, avaliou uma intervenção educativa para pessoas com disfunção temporomandibular (DTM) dolorosa crônica, condição que afeta os músculos da mastigação e a articulação da mandíbula. Os resultados sugerem que associar a educação em dor ao tratamento conservador pode melhorar a percepção da dor e ampliar a atenção plena dos participantes no período avaliado. Também participaram da pesquisa Giovana Quaresma Del Grande, Alex Moreira Mélo, Melissa de Oliveira Melchior, Jardel Francisco Mazzi-Chaves.

Já Livia recebeu menção honrosa pelo trabalho Disfunção Sexual em Mulheres com DTM Dolorosa Crônica: Estudo Transversal Biopsicossocial. Orientada pela professora Laís Valencise Magri, a pesquisa investigou a associação entre a DTM dolorosa crônica e a função sexual em mulheres. Entre as participantes com DTM, 55,4% apresentaram disfunção sexual. Elas também tiveram índices menores nos domínios de dor, lubrificação, orgasmo e satisfação. Segundo os autores, os resultados reforçam a necessidade de considerar aspectos clínicos e psicossociais no tratamento. Também participaram do estudo Maria Amália Dias Pereira Calças, Victor Hugo Alves Ribeiro Silva, Larissa Gregorio Candido do Prado, Lucia Alves da Silva Lara, Christie Ramos Andrade Leite-Panissi e Jardel Francisco Mazzi-Chaves.
*Estagiária sob supervisão de Rose Talamone








