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Brasil vai às urnas em eleição que vai definir rumos da política energética nos próximos anos 

NESTA EDIÇÃO. Brasileiros elegem governantes que vão definir questões importantes para o setor de energia nos próximos anos. 
 
Petrobras reajusta preço médio do querosene de aviação em 11,76%.
 
Grandes petroleiras cumprem metas de emissões com produção em alta em 2025.
 
Rede elétrica no Brasil pode passar por otimização com novas regras para medidores inteligentes, diz Wirepas. 

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Maior país da América do sul em economia, território e população, o Brasil vai às urnas no domingo (4/10) em uma eleição que vai ajudar a definir o rumo da política energética nos próximos anos em um momento crucial para esse setor. 

  • Além da escolha do próximo presidente da República — que tende a ter um segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) conforme as pesquisas divulgadas até o momento —, os eleitores também vão escolher governadores. Também vão eleger deputados federais e estaduais/distritais e redefinir dois terços do Senado Federal.  

O novo Congresso Nacional e o presidente eleito (ou reeleito) vão guiar o país na busca para evitar um declínio na produção de petróleo e gás natural já a partir do início da próxima década, com a abertura de novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.

  • No setor de energia elétrica, os desafios à frente incluem as discussões sobre uma solução para os cortes de geração de energia renovável, a ampliação e modernização das infraestruturas de transmissão e distribuição e a inserção de novas tecnologias no sistema elétrico, incluindo as baterias, hidrelétricas renováveis e veículos elétricos.  

Passam por esse setor discussões sobre a atração de data centers e de investimentos em minerais críticos, por exemplo. 

Os planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro têm mais pontos em comum do que diferenças quando o assunto é energia e mineração, incluindo a defesa da continuidade da exploração de óleo e gás e o pouco avanço no tema da transição energética. 

As campanhas eleitorais foram marcadas por poucas discussões sobre o setor, com as principais menções se referindo a uma eventual privatização da Petrobras — ideia rejeitada por quase todos os candidatos à presidência — e o retorno de uma estatal na distribuição de combustíveis, promessa de Lula caso seja reeleito. Abaixo, outros pontos que marcaram o debate: 

A soberania nacional sobre recursos naturais marcou as principais diferenças nas campanhas de candidatos e partidos, na primeira eleição no Brasil desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos e reorientou a política externa para buscar um maior alinhamento na região. 

O pleito brasileiro ocorre, mais uma vez, em meio a uma crise nos preços dos combustíveis. É a terceira vez seguida: em 2018 foi a greve dos caminhoneiros e em 2022 o país sentia os impactos da guerra na Ucrânia. 

Você sabia? O Brasil tem 158,7 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar em 2026, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai adotar ações especiais para garantir o fornecimento de energia durante o pleito, assim como diversas distribuidoras, como a Neoenergia, Light, Enel e Equatorial. 


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Segurança energética. A preocupação com a segurança energética tem levado empresas latino-americanas a buscar maior capacidade de produção, inclusive com ganhos de eficiência nas refinarias existentes, afirma o CEO e presidente Latam da Honeywell Technologies, José Fernandes. 

  • O movimento ocorre diante das restrições ao suprimento internacional provocadas pelas guerras no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia. 

Preço do petróleo. O Brent era negociado em queda na manhã de sexta (2/10), a US$ 99,5 o barril às 6h45 no horário de Brasília. 

  • É um leve recuo em relação ao fechamento de quinta (1/10), quando as cotações retornaram aos três dígitos e encerraram o dia em alta de 4,37% (US$ 4,28), a US$ 102,31 por barril, devido às tensões no Oriente Médio e às preocupações globais sobre os estoques de diesel. 

Alta no QAV. A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) em 11,76%, em média, nas refinarias da companhia. O novo valor entra em vigor na quinta (1º). O QAV é utilizado por aviões e helicópteros.

  • O preço médio do combustível passou de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 por litro em outubro.  

Descarbonização das petroleiras. As 12 grandes petroleiras que integram Oil and Gas Climate Initiative (OGCI) atingiram a meta coletiva voluntária de reduzir a intensidade agregada de carbono operada no upstream para até 17 kg CO₂ por barril de óleo equivalente (boe) em 2025. As empresas emitiram 16,5 kg CO₂e/boe no ano.

Smart grids. O grande território, a abertura do mercado livre de energia e as regras para ampliar a adoção de medidores inteligentes tornam o Brasil um terreno fértil para novas tecnologias de medição elétrica e gestão da rede, na visão do vice-presidente sênior de negócios da Wirepas, Youssef Kamel. 

  • A companhia finlandesa conversa com diversas distribuidoras brasileiras, de olho no espaço para aplicar no país as tecnologias de conexão descentralizada de medidores elétricos. 

Leilão de baterias. Subestações nos estados do Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Ceará e Pernambuco têm restrições para conexão de baterias, segundo nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

  • Mesmo assim, a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) considera que o número de projetos habilitados continuará muito acima da quantidade a ser contratada. A Absae estima que há uma margem de conexão no SIN de cerca de 56 GW.

Economia circular. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 1.600 industriais em todo o país apontou que 57% já implementaram ao menos uma prática de economia circular em seus processos produtivos.
 
Opinião: Transformar casos de reuso em um verdadeiro mercado de segunda vida dos ativos offshore exige mais do que tecnologia. Exige coordenação regulatória, escreve a pesquisadora de pós-doutorado em Engenharia Oceânica na COPPE/UFRJ, Ana Parente. 

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