A Âmbar Energia, unidade de negócios de geração de energia da J&F S.A., está investindo R$ 59 milhões para transformar a Usina Termelétrica de Codajás (UTE Codajás), no Amazonas, em uma usina híbrida. A unidade movida a gás natural, de 5,4 MW, passará a operar integrada a uma planta fotovoltaica com capacidade de 9,7 MWp. A conclusão está prevista para dezembro de 2026. O projeto é o primeiro do Amazonas a combinar geração a gás natural e solar em uma mesma operação no sistema isolado. Durante o dia, os painéis solares assumem parte da geração e reduzem a queima de gás. A termelétrica complementa o fornecimento à noite e nos períodos de menor incidência solar. Com isso, os cerca de 24 mil habitantes de Codajás passarão a contar com duas fontes de energia operando de forma integrada. A geração solar poderá evitar a emissão de cerca de 10 mil toneladas de CO₂ por ano. A redução equivale à absorção de carbono estimada em cerca de 590 hectares de áreas de restauração florestal, o que corresponde a aproximadamente 825 campos de futebol.
Fábio Tales Bindemann, diretor de operações da Âmbar Energia, disse que a “Codajás depende exclusivamente da energia gerada na própria cidade. Com o sol e o gás trabalhando juntos, a usina ganha uma
camada extra de segurança. Isso é decisivo em um lugar onde qualquer insumo leva horas de barco para chegar.” A UTE Codajás também deve servir de laboratório para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Âmbar. Entre as iniciativas em estudo está o uso de inteligência artificial para automatizar o equilíbrio entre gás e solar ao longo do dia. A expectativa é reduzir os custos de operação e de manutenção corretiva e tornar o despacho da usina mais eficiente. A estiagem pode se estender até o primeiro trimestre de 2027 por efeito do El Niño. Diante disso, a Âmbar antecipou o envio dos insumos necessários para a obra, para garantir que o projeto avance mesmo durante o período seco. Codajás fica a cerca de 10 horas de barco de Manaus. O transporte fluvial é o principal acesso à cidade e costuma ser afetado pela redução do nível do rio.






