A plataforma P-35 chegará ao Estaleiro Inhaúma na próxima segunda-feira (19) para modernizações e reparos. O Inhaúma é o antigo Estaleiro Ishikawagima, no Caju, no Rio de Janeiro, inaugurado ao final de década de 1950 e que estava inoperante para obras de construção e reparo naval há cerca de 10 anos. Uma turma de engenheiros da Petrobrás, comandado por Wagner Victer, e o pessoal da gerência de petróleo e gás da Firjan, comandados pela gerente Karine Fragoso, estiveram no estaleiro para ver o dique seco gigante, que já está totalmente esgotado e esgotado e com a porta batel vedando, que receberá o navio na próxima semana. Segundo os operadores da instalação que constituíram a empresa Clip Offshore, a Gávea Logistics e a filipina ICTS, de origem Filipina, em menos de 90 dias, tudo estaria apto a receber obras no Dique Seco com potencial de geração de milhares de empregos na Indústria Naval.
Na próxima segunda feira a plataforma P35 deverá ser acostada no estaleiro após receber intervenções de desmontagem de parte do Flare e do Turret para poder passar por baixo do vão central da Ponte Rio Niterói e ficará a vista de todos
que cruzarem a Ponte. Depois da visita, o engenheiro Wagner Victer disse que “Para mim como engenheiro que fez pela Petrobrás ha mais de 30 anos o primeiro FPSO com Turret, que foi a P34 para o sistema piloto de Barracuda e que atuei como Secretario estadual da pasta, revitalizando os estaleiros , foi uma emoção especial. Na saída fomos visitar o frondoso Pau Brasil plantado em 1967 pelo entao Príncipe Japonês Akihito que ainda esta com a placa de registro do plantio. Na Bíblia há uma passagem no velho testamento no Livro do Profeta Ezequiel 37, a dos ” Vale dos Ossos Secos ” que retrata essa passagem em meu coração pois sempre tive a fé nessa retomada.”
Para lembrar o navio-plataforma P-35 foi construído originalmente no final dos anos 1970 como o navio petroleiro José Bonifácio, e em 1990, convertido em FPSO. Ele atuou por 27 anos
no Campo de Marlim, na Bacia de Campos até o dia 30 de abril deste ano, marcando o fim de seu ciclo produtivo. A plataforma foi direcionada onde chegará na próxima segunda-fewira (19)ao Estaleiro de Inhaúma, no Caju, RJ. e depois de ficar atracada na base naval no Rio de Janeiro para estudos técnicos sobre seu reaproveitamento ou descomissionamento. A Petrobrás estuda a reutilização de seu casco em novos projetos ou o desmantelamento de partes do topside.






