Google search engine
InícioRefino & PetroquímicaLeilão do gás da União vende todo o volume e fatura mais...

Leilão do gás da União vende todo o volume e fatura mais que o preço de partida

NESTA EDIÇÃO. PPSA vende todo o gás da União de 2027, e o preço cai até 57% para a indústria, pelas contas do MME.

Brent no maior valor desde maio.

Diesel e QAV seguem com oferta apertada na Europa, mesmo com a liberação de estoques.

Aneel debate na terça leilões de baterias e regras para o mercado livre.

EDIÇÃO APRESENTADA POR:

O primeiro leilão do gás natural da União oferecido pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) faturou R$ 377 milhões. O valor ficou acima do preço de partida, de cerca de R$ 335 milhões, pelas contas da agência eixos.

O valor se soma aos R$ 15,14 bilhões arrecadados pela PPSA com a venda do petróleo e do gás da União no primeiro semestre deste ano, segundo o painel da estatal, que traz dados até junho. 

  • Até então, a PPSA vendia esse gás à Petrobras, na boca do poço. Esta foi a primeira vez que o gás foi oferecido ao mercado. 
  • O próprio preço de partida do leilão, de cerca de US$ 5,19, já superava o que a PPSA recebia da Petrobras, disse o presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, em entrevista ao vivo à eixos.

O leilão foi considerado um sucesso, com a venda de todo o gás disponibilizado. 

  • O volume de 1,1 milhão de m³/dia para 2027 ficou com  23 indústrias de cinco setores. 
  • O prêmio médio ficou em US$ 2,44, e o transporte fica por conta das compradoras. 
  • Com o Henry Hub médio de setembro como data-base, o gás deve chegar à indústria a US$ 5,83, segundo Paroli.

Mais barato para a indústria. O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Renato Dutra, comparou o resultado com o gás vendido hoje à indústria, por cerca de US$ 12, de 10% a 12% do Brent.

  • Pela conta dele, a queda vai de 38% no vidro a 57% nos fertilizantes nitrogenados. Na cerâmica e na química, é de 56%; na siderurgia, de 46%.

Disputa desigual. O vidro pagou o maior prêmio médio, de US$ 4,01, e a siderurgia, metalurgia e mineração, US$ 3,09. Química e petroquímica (US$ 1,93), cerâmica (US$ 1,91) e fertilizantes (US$ 1,82) ficaram perto do mínimo. 

  • Os pedidos somaram 1,53 milhão de m³/dia, 39% acima da oferta, segundo Dutra.

A reação dos consumidores. A Abrace afirmou em nota que o leilão cumpriu um papel decisivo ao revelar os preços que os agentes estão dispostos a pagar, além de provar que existe demanda industrial real pelo gás.

A seguir. Os recursos contra a sessão vão até sábado (24/10), e a PPSA homologa o resultado até quarta (28/10). As vencedoras entregam a documentação da segunda etapa até o dia 27 de novembro, e a assinatura dos contratos está prevista para a primeira quinzena de dezembro.

Para o futuro. Em 2027, a PPSA prevê um novo leilão com a oferta 1,8 milhão de m³/dia. O volume maior vai pedir nova portaria do MME, que pode redimensionar as cotas e incluir setores que ficaram de fora, disse Paroli.

  • O resultado também vai pesar no debate do gas release, o programa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para reduzir a concentração da Petrobras na oferta de gás natural.

Perdeu a live? O presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, e o secretário Renato Dutra (MME) deram entrevista exclusiva à eixos logo após o leilão. Assista à entrevista completa e inscreva-se no canal da eixos no YouTube para acompanhar as próximas transmissões.



Diesel e QAV apertados. A oferta de diesel e de querosene de aviação (QAV) segue apertada na União Europeia, mesmo com a liberação de estoques, segundo a Comissão Europeia. Não há escassez física, mas o abastecimento está limitado pelas crises geopolíticas.

  • A Agência Internacional de Energia (IEA) já liberou cerca de 330 milhões de barris desde o início da guerra no Oriente Médio e aprovou, na semana passada, mais 100 milhões.
  • Após uma série de protestos, a Itália aprovou na quinta (22) um pacote adicional para transportadores, agricultores e pescadores lidarem com a alta nos preços dos combustíveis. A ajuda envolve crédito tributário, além de um subsídio ao diesel (EuroNews)

No Brasil, subvenção. A diretoria da ANP aprovou na quinta (22/10), em regime de urgência, os pagamentos da subvenção ao diesel referentes à primeira quinzena de agosto a nove empresas, entre elas, Petrobras, Ream e 3R Potiguar.

  • Também aprovou um pagamento da subvenção à gasolina, à Blueway, referente à primeira quinzena de julho. Os valores ainda não foram divulgados.

Preço do barril. O Brent subia 0,5%, a US$ 113,68, às 6h desta sexta (23/10), no horário de Brasília (Investing.com), após encerrar a quinta (22/10) no maior valor desde maio, com o contrato para dezembro em alta de 4%, a US$ 113,17.

  • A alta veio com a continuação dos ataques entre os houthis, do Iêmen, e a Arábia Saudita e com o temor de novas ações militares de EUA e Israel contra o Irã. Os EUA mandaram o pessoal não essencial do governo deixar a Arábia Saudita.

Defesa para o petróleo. O presidente dos EUA, Donald Trump, invocou a Lei de Produção de Defesa de 1950, e declarou que produção, refino e logística de petróleo são essenciais à defesa nacional, segundo memorando publicado na quinta (22/10). 

  • A medida autoriza o governo a fazer compras e assumir compromissos para viabilizar melhorias no setor.

Postos online. A ANP propõe que os postos enviem os dados de movimentação de combustíveis exclusivamente pela internet, na revisão do Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC). As contribuições vão até 31/10.

Cana do Nordeste. O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) propôs apoio financeiro aos produtores independentes de cana do Nordeste em 2026. O líder do bloco do MDB, União, PP, PSD e Republicanos, Isnaldo Bulhões Jr., pediu urgência para o projeto.

Metano fica para 2031. O Parlamento Europeu aprovou adiar por três anos as regras de monitoramento e relato de emissões de metano para importadores de petróleo, gás e carvão. O texto final será negociado com os 27 países do bloco.

Recarga em consulta. O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu nesta sexta (23/10) consulta pública sobre a expansão da infraestrutura de recarga de veículos elétricos e sua integração à rede elétrica. O objetivo é mapear gargalos técnicos e necessidades de investimento. As contribuições podem ser enviadas por 30 dias.

Baterias. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reúne na terça (27/10), às 16h, para tratar dos leilões de reserva de capacidade de baterias de 2026, um deles com exigência de conteúdo nacional.

  • Na mesma reunião, a agência vota o resultado da consulta que adapta a distribuição à abertura do mercado livre para os consumidores do grupo A e cria o Open Energy.
  • Na quinta (22), a Axia foi à Aneel tratar do rateio do leilão de baterias, e EPE e ONS revisaram a nota técnica com os requisitos de conexão das baterias.

Opinião:Uma bateria instalada em navio pode migrar entre o Nordeste e o Sul conforme a sazonalidade das renováveis, mas falta regra para armazenamento que não fica num ponto fixo da rede,escreveJoão Vieira, gerente de Projetos da Karpowership Brasil.

Fim do desconto. Também na terça, em votação eletrônica, a Aneel decide se abre consulta pública para regulamentar o fim do desconto nas tarifas de uso dos sistemas de distribuição e de transmissão (TUSD e TUST), previsto na Lei 15.269/2025.

Sistema fora do ar. O acesso externo ao SEI da ANP volta na segunda (26/10), às 7h. Até lá, os prazos processuais ficam suspensos.

Regra nova para o PD&I. A ANP abriu consulta pública sobre a nova regra de credenciamento das unidades de pesquisa que recebem os recursos da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), no lugar da resolução 917/2023. As contribuições vão até 3/12, e a audiência pública é em 17/12.

Financiamento verde. A Neoenergia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) assinaram contrato de R$ 857 milhões para ampliar e modernizar a rede da Neoenergia Elektro em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

  • O empréstimo, garantido pela agência espanhola de crédito à exportação Cesce, vai financiar a reforma de linhas e subestações, a automação da rede e medidas para reduzir perdas técnicas.

Opinião: Se o parque de refino não tem capacidade para absorver o petróleo exportado, a cobrança de 12% deixa de induzir comportamento e assume feição arrecadatória, configurando desvio de finalidade, escreve o sócio da área de tributário do Machado Meyer Advogados, Leonardo Alfradique.

ARTIGOS RELACIONADOS
Publicidadespot_img
Publicidadespot_img

Mais populares

Publicidadespot_img