O BNDES lançou nesta quinta-feira (2) a segunda fase do ProFloresta+, programa de restauração ecológica que usa a venda de créditos de carbono para financiar o plantio de árvores nativas em biomas brasileiros. Diferentemente da primeira fase, na qual a Petrobras era a única compradora autorizada para o leilão, agora outras empresas brasileiras e internacionais poderão participar da iniciativa. O leilão da nova fase deve ocorrer ainda em 2026, segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante.
A meta é capturar aproximadamente 19 milhões de toneladas de CO2 e movimentar até R$ 6 bilhões em compra de créditos de carbono, com 60 mil hectares restaurados. O foco prioritário segue sendo a Amazônia, mas o programa vale para todos os biomas brasileiros.
O modelo reúne dois lados do mercado: empresas que querem comprar créditos de carbono de alta integridade e desenvolvedores que restauram florestas e geram esses créditos. O BNDES organiza o encontro, financia os vencedores do leilão com linhas de longo prazo, especialmente o Fundo Clima, com taxas de 1% ao ano, e exige que todos os contratos sejam públicos e auditáveis.
Mercadante reconheceu que o mercado de carbono ainda é “incipiente, com pouca transparência, ainda com muita insegurança” e que o ProFloresta+ nasce como resposta a esse cenário, ajudando a criar um mercado de carbono de “alta integridade no Brasil”.
Com o anúncio, segundo Mercadante, o banco amplia de R$ 14 bilhões para R$ 20 bilhões o total destinado ao mercado de restauração florestal, prevendo o plantio de 342 milhões de árvores nativas.
Na primeira fase, lançada em parceria com a Petrobras, o programa abriu edital para 5 milhões de créditos de carbono, divididos em cinco contratos de 1 milhão de créditos cada, com mínimo de 3 mil hectares por contrato, restritos ao bioma amazônico. Os contratos de compra têm prazo de 25 anos, com entrega dos primeiros créditos em até sete anos após a assinatura.
As vencedoras foram as empresas Systemica, BrCarbon e Re.green que, segundo a Petrobras, devem movimentar R$ 450 milhões em investimentos com o plantio de 25 milhões de árvores nativas em 15 mil hectares, gerando 6,3 mil empregos verdes e R$ 1,5 bilhão em compra de créditos de carbono.
O post BNDES abre segunda fase do ProFloresta+ para além da Petrobras apareceu primeiro em Reset.



