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ONS considera acionar termelétricas em condições climáticas adversas

O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou ao CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) na 4ª feira (1º.jul.2026) que avalia acionar usinas termelétricas para complementar o fornecimento de energia elétrica em cenários de alta demanda ou de condições climáticas adversas.

O colegiado, que reúne 6 órgãos do setor elétrico, discute o possível acionamento das termelétricas diante da probabilidade de formação do El Niño no 2º semestre.

Em nota divulgada depois da reunião de 4ª feira, o comitê afirmou considerar projeções que indicam um El Niño de intensidade “forte ou muito forte”. O fenômeno altera o regime de chuvas e pode comprometer os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, responsáveis pela maior parte da geração de energia no país. Por isso, o CMSE já avalia o acionamento complementar das termelétricas.

Segundo o ONS, o uso de energia gerada por termelétricas em situações excepcionais poderá ser coordenado com a operação das hidrelétricas do rio São Francisco e do reservatório da Usina de Itaipu.

CENÁRIO CONTROLADO

Apesar das preocupações com os impactos do El Niño, o CMSE afirmou que a melhora contínua das condições hidrometeorológicas na Região Sul reforça a segurança do sistema elétrico. O volume de chuvas registrado em junho contribuiu para a recuperação dos níveis dos reservatórios da região, considerada estratégica para o abastecimento de energia do país.

Segundo o ONS, a atuação frequente de frentes frias e massas de ar frio nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste favoreceu as chuvas e reduziu as temperaturas ao longo do período. Nas 3 regiões, os termômetros registraram temperaturas abaixo da média histórica para a época do ano.

As bacias dos rios Iguaçu, Tietê, Grande, Paranaíba e da Usina de Itaipu registraram volumes de chuva acima da média mensal. “Para grande parte das demais bacias do Sistema Interligado Nacional, os cenários apresentam condições próximas à média histórica”, afirmou o CMSE.

O comitê é composto por representantes do MME (Ministério de Minas e Energia), do ONS, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

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