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ABDAN COMPLETA 39 ANOS DE ATUAÇÃO PELO FORTALECIMENTO DO SETOR NUCLEAR BRASILEIRO

A Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), presidida por Celso Cunha (foto), está celebrando 39 anos de história nesta terça-feira (27), reafirmando seu compromisso com o fortalecimento da indústria nuclear e a ampliação do papel dessa tecnologia no desenvolvimento do Brasil. Fundada em 1987, a entidade atua na articulação entre empresas, governo e sociedade, contribuindo para o avanço do setor e para a discussão de políticas e iniciativas voltadas ao aproveitamento do potencial nuclear do país.

Ao longo de sua trajetória, a ABDAN ampliou seu campo de atuação para além da geração de energia elétrica, incorporando temas como medicina nuclear e irradiação de alimentos. A entidade também estabeleceu parcerias nacionais e internacionais, incluindo iniciativas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e tem participado de discussões sobre o futuro da tecnologia nuclear e suas aplicações.

Recentemente, a associação anunciou a criação de um fórum permanente com a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e outros órgãos para discutir melhorias na legislação relacionada aos materiais radioativos de ocorrência natural (NORM) e aos rejeitos. Além disso, a ABDAN firmou uma parceria com a AIEA e a Diamante Geração de Energia para impulsionar o desenvolvimento da energia nuclear no Brasil e estimular a conversão de uma usina termelétrica a carvão em uma instalação equipada com Pequenos Reatores Modulares (SMRs, na sigla em inglês).

Na esfera internacional, a ABDAN assinou, em setembro, um Memorando de Entendimento (MoU) com a Nuclear Industry Association of Türkiye (NIATR) voltado ao desenvolvimento, à implantação e ao uso civil da energia nuclear. Com validade de três anos, o acordo busca aproximar as cadeias de suprimentos dos dois países, incentivar o comércio bilateral e criar oportunidades para investimentos conjuntos, eventos do setor e futuras joint ventures nas áreas industrial e de medicina nuclear.

Ainda em setembro, a associação brasileira liderou uma missão ao Reino Unido para ampliar o diálogo internacional, apresentar oportunidades de negócios e investimentos no Brasil e conhecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias e à modernização da cadeia produtiva nuclear.

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