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CINASE Rio bate recorde histórico de público e reúne mais de 3,2 mil participantes

Foi histórico! A 56ª edição do Circuito Nacional do Setor Elétrico (CINASE), realizada nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no Rio de Janeiro, entrou para a história ao registrar o maior público dos 16 anos de trajetória do evento. Mais de 3.200 pessoas passaram pelo evento para fazer networking, fechar negócios, atualizar conhecimentos e acompanhar inovações tecnológicas do setor elétrico. Em comparação com a última edição realizada no estado, no primeiro semestre de 2023, o evento dobrou de tamanho e fez jus ao slogan “Ponto de Encontro do Setor Elétrico”.

Durante os dois dias, foram realizados mais de 30 painéis e palestras com especialistas de todo o país. A programação abordou os principais assuntos e desafios do segmento, como a distribuição de energia elétrica diante de fenômenos climáticos extremos; armazenamento de energia; data centers e energia crítica; operação e manutenção de sistemas elétricos; painéis elétricos, arco elétrico e equipamentos de proteção individual (EPIs); redes subterrâneas; mobilidade elétrica; aterramento de usinas, subestações e linhas de transmissão; proteção contra descargas atmosféricas (PDA); desafios operacionais e tarifários na integração de recursos energéticos distribuídos; e atualização das principais normas que regem a engenharia elétrica, como a NR-10, a NBR 5410 e a NBR 5419.

Com o aumento da demanda por energia de qualidade e com disponibilidade assegurada em diferentes segmentos industriais e econômicos, empresas de geração, transmissão e distribuição têm aberto diversas frentes de atuação. O objetivo é ampliar a oferta e a infraestrutura energética, além de implementar medidas para enfrentar eventos climáticos extremos.

No painel sobre os desafios da transmissão e o planejamento do sistema elétrico nacional, Jorge Raul Bauer, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) e vice-presidente da State Grid Brazil, destacou a importância do segmento, apontou desafios e indicou caminhos para seu fortalecimento.  “A ABRATE hoje conta com cerca de 28 empresas associadas que estão articulando um protagonismo para o setor de transmissão, onde podemos discutir assuntos estruturantes para o sistema, não estamos falando apenas de discutir uma melhor performance para o Sistema. Também precisamos aprofundar o debate sobre a regulação, tanto técnica quanto regulatória”, ressaltou Bauer.

Segundo Lucas Simões, consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a eletrificação crescente da economia impõe desafios importantes à transmissão. De acordo com o especialista, embora o setor disponha de ativos robustos, esses equipamentos tendem a envelhecer e exigem um novo redimensionamento para atender ao crescimento nacional.

“São vários desafios, começando pela parte física de ativos e também contratual. Cada vez mais, a gente vai enxergando o envelhecimento da rede também dos contratos de concessão. Precisamos fazer com que o sistema de transmissão continue sendo eficiente. Ele veio nessa crescida resposta à expansão, a essa mudança da matriz e agora precisamos continuar reavaliando as necessidades do sistema, o crescimento da carga e as cargas extragrandes, para responder à demanda sem frear o crescimento da eletrificação da economia, mas também respostas eficientes, pra gente de fato expandir a transmissão quando a situação for necessária, bem justificada, das necessidades sistêmicas, sejam cargas, sejam novos recursos, para a gente otimizar cada vez mais essa infraestrutura”, explica Simões.

À medida que as cidades se expandem, a disponibilidade de espaço físico se torna mais limitada, o que exige planejamento, ressalta o consultor da EPE. “É um pouco sobre aquela história dos frutos mais baixos: a gente já utilizou aquelas linhas de transmissão mais fáceis primeiro, e depois elas vão ficando mais caras, ou seja, já usamos o corredor mais fácil, o espaço disponível, então, agora, a gente começa a entrar em soluções subterrâneas e mais complexas. Por isso, é fundamental um monitoramento constante da rede, para a gente seguir com eficiência, porque energia elétrica é insumo básico, então, ter uma tarifa competitiva é fundamental”, complementou.

Desafios na geração — No segmento de geração, uma das principais mudanças está relacionada à entrada de fontes renováveis, como a eólica e a solar. Além dos impactos constantemente abordados provocados no segmento de distribuição, em função da geração distribuída, o professor da UFRJ e engenheiro eletricista Glauco Taranto explica que assim como na transmissão, os sistemas de geração também estão envelhecendo, no entanto, ainda operam com eficiência, uma vez que a matriz elétrica brasileira é majoritariamente hidráulica, ou seja, já é, por essência, uma fonte limpa, o que não implica em mudanças mais estruturantes no segmento.

“Os sistemas elétricos começaram a ser estruturados há cerca de 140 anos, com as máquinas rotativas, elas estão até hoje aqui, ou seja, perduraram e continuam perdurando de forma estável. É um sistema extremamente robusto, no entanto, de um tempo para cá, está acontecendo uma grande revolução tecnológica na geração, que é você trocar as máquinas rotativas, no caso da Europa, já está acontecendo de fato, em função da transição energética, mas no Brasil, a situação é diferente porque estamos falando basicamente de hidrelétricas, ou seja, não estamos desligando hidrelétricas, estamos agregando solares e eólicas, que são máquinas que são conectadas via inversores eletrônicos”, destaca Glauco Taranto.

Com isso, acrescenta Taranto, “há uma mudança até na formação dos engenheiros, porque são professores de sistema de potência, só que apareceu na engenharia a parte de eletrônica de potência. Então, a parte de sistemas de potência e de sistemas eletrônicos estão se juntando cada vez mais e isso cria uma nova base para a formação dos engenheiros”.

Armazenamento de Energia

Outro tema que ganhou destaque no evento foi o painel que tratou sobre armazenamento de energia. Segundo o professor da UERJ, Antônio Guilherme Lima, embora haja diversas possibilidades, o modelo de armazenamento que mais demonstra viabilidade no Brasil é por meio de baterias e de hidrelétricas reversíveis. “A geração de energia é o assunto do momento no Brasil e no Mundo. Sem resolver essa questão, as renováveis vão ter dificuldade de assumir a liderança na geração de energia. Do ponto de vista tecnológico e acadêmico, o mundo está cheio de artigos falando sobre os mais diversos tipos de armazenamento de energia, soluções exóticas, grandes blocos de concreto sendo elevados, baterias, hidrelétricas reversíveis, armazenamento com sódio líquido, enfim, são milhões de ideias, mas aquilo que está se afigurando, pelo menos aqui no Brasil, como mais viável, me parece ser baterias e hidrelétricas reversíveis”, detalha o especialista.

No caso das hidrelétricas reversíveis, os desafios estão tanto na viabilidade econômica quanto nos impactos ambientais. “Se quisermos armazenar grandes quantidades de energia, a solução são as hidrelétricas reversíveis. Ela tem grandes vantagens, mas também tem a desvantagem de que ela depende de uma locação específica: ela precisa estar próxima do manancial de água e precisa haver um desnível próximo e você precisa construir um reservatório com turbinas e motores, ou seja, você dobra a quantidade de investimento que seria para uma hidrelétrica daquela mesma potência. Então, pode vir a ser uma solução para grandes armazenamentos, mas ela trará impactos ambientais e dificuldades de construção, especialmente no curto prazo”, explica Antônio Guilherme Lima.

Outra possibilidade viável para o país, segundo o especialista, seria a utilização desses mesmos reservatórios para a geração fotovoltaica. “O Brasil tem uma outra possibilidade que ainda não está sendo muito discutida, que é utilizar os próprios espaços dos reservatórios das nossas hidrelétricas atuais. Nós temos uma capacidade gigantesca de armazenamento amortizado e pronto, em funcionamento. Então, se você utilizar painéis fotovoltaicos flutuantes nos reservatórios dessas usinas, vamos ter uma gigantesca bateria virtual para acumular essa energia fotovoltaica. Então, essa talvez seja uma alternativa interessante para o Brasil”, sugere.

Do ponto de vista da geração distribuída, o professor aponta o uso de baterias como uma alternativa viável. “Neste caso, as baterias podem ficar dentro da própria casa da pessoa que possuir um sistema fotovoltaico, ou a concessionária poderá construir uma unidade próxima desses consumidores e ela oferecer esse serviço de armazenamento. Neste caso, entra outro problema, que é como será gerenciado isso tudo. Tendo vários sistemas de GD, precisará de um sistema de controle para tudo isso. Outra questão é o modelo econômico, quem vai pagar por isso e como? Tudo isso terá que ser estudado a longo prazo. Coordenado pela especialista no tema, Miriam Penna, o debate contou ainda com a participação do Pesquisador do GESEL, Roberto Brandão, e do Pesquisador do CEPEL, Francisco Lopes.

Negócios e oportunidades

A feira de negócios do CINASE Rio de Janeiro foi um dos destaques do evento. Reunindo grandes marcas nacionais e locais, os visitantes puderam conhecer equipamentos, descobrir novas tecnologias, interagir e tirar dúvidas diretamente com os técnicos e especialistas de cada segmento. Além disso, claro, prospectar e fazer negócios, com empresas como: ABB; Blutrafos; Chint; Cobrecom; Choice; Embrastec; Frontec; Gimi; Grupo Sabe; Hellermann; Kraus e Naimer; Mассомevap; Magvatech; Megatron; Minuzzi; Rittal; Romagnole; Siemens; Sil; Soprano; Trael; WEG; Connectwell; Cablie; Tramontina; Chardon Group; e Elgin.

“Eu gostei bastante do CINASE Rio. Teve muita gente, muita mesmo. Meu público que usa muito o nosso produto, então, foi interessante para o fortalecimento da marca, em uma região que muita gente ainda não conhecia a Minuzzi diretamente. Muitos, já até tinham usado nossos equipamentos, mas através de terceiros. E agora, tiveram a oportunidade de nos conhecer diretamente”, explica o CEO da empresa, José Roberto Minuzzi Junior.

Entre os produtos apresentados pela empresa, destacou-se uma solução exclusiva para ônibus elétricos. “É um transformador que mantém a direção elétrica do veículo funcionando por 30 segundos, em caso de falha ou pane no ônibus elétrico. É um transformador que mantém o sistema funcionando para ajudar a evitar um acidente, por exemplo. Em casos assim, o motorista não perde o controle da direção elétrica automaticamente, ganhando um tempo para encostar ou desviar de obstáculos. Trata-se de uma tecnologia totalmente nacional, criada e desenvolvida por nós, que já está sendo aplicada Brasil afora”, reforça Minuzzi Junior.

Em sua segunda participação como patrocinadora do evento, a Connectwell destacou o potencial dos visitantes e as oportunidades cravadas durante os dois dias de feira. “Foi uma experiência incrível, muita troca de informações, com bastante profissionais da área. Conhecemos o CINASE em Salvador, mas somente como visitantes. Gostamos bastante e decidimos participar como expositores em Goiânia e agora no Rio de Janeiro. Acho que é muito importante para a empresa para se apresentar ao mercado. O CINASE traz bastante profissionais do nosso público alvo, então, gera bastante oportunidades. A Connectwell fabrica toda a parte interna do painel de automação industrial e, pelo visto, são produtos difíceis de serem encontrados aqui no Rio, então, o pessoal gostou bastante dos materiais que apresentamos”, afirma Emanuel Real, técnico em automação da Connectwell.

Com um portfólio atualizado, incluindo uma chave de aterramento temporário de acordo com os novos pré-requisitos da NR-10, o estande da Kraus & Naimer bateu recorde de visitas. “O que mais chamou a atenção foram as chaves de aterramento temporário, que atendem a normas como a NR-10. Também notamos bastante interesse do público sobre os materiais blindados para atmosferas explosivas e as caixas para comandos local de motores, que também atendem à NR-10. Eu acredito que tenha sido uma das melhores edições do CINASE. As pessoas que nos procuraram foram bem qualificadas e já de início dando resultados para visitas e atendimentos, gerando oportunidades de negócio e divulgação da marca. Então, foi um público que foi bastante interessante”, avalia Luis Antonio Buzatto, Gerente de Produto da Kraus & Naimer Brasil.

Conteúdo e presença de mercado

Acompanhando a trajetória do CINASE há vários anos, a WEG destacou o crescimento do evento e também a sua contribuição para o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro. “A gente percebe que o evento vem crescendo cada vez mais. É realmente muito bem feito. A gente participou nas últimas edições, vem participando sempre. E a gente percebe cada vez mais os painéis do congresso acompanhando o mercado. No Rio de Janeiro, tivemos painéis falando de data center, de energia renovável, armazenamento de energia, é sempre um prazer e a gente consegue ver que a WEG consegue acompanhar esses assuntos, porque está sempre trazendo soluções tecnológicas que acompanham esses temas”, ressalta Victor Hugo Bastos de Deus, do setor de Engenharia de Aplicações e Vendas da WEG.

Para Victor Hugo, a qualificação e a diversidade do público presente no evento foram um dos destaques desta edição. “Essas últimas edições tiveram a peculiaridade de ter um público mais heterogêneo. Tivemos estudantes, o pessoal do Senai, que é sempre uma parceria, que são estudantes que sempre estão trazendo dúvidas técnicas para a gente, sempre aguçando o mercado com essa juventude. Mas você vê também muita gente de alto cacife do mercado, muito business rolando, muitas negociações sendo feitas. Então, é um mercado que está com o público bastante heterogêneo. Você consegue falar tanto de dúvidas técnicas, quanto de negócios que começam a rolar, networks sendo feitos, e trazendo cada vez mais curiosidades para o mercado”, ressalta.

Experiência semelhante foi relatada pelo coordenador de vendas da Frontec, Marcelo Kunze. “O CINASE está inserido no calendário elétrico brasileiro. É um evento que reúne o pessoal qualificado, o pessoal que a gente quer atingir e está se tornando, a cada edição do CINASE, um evento fabuloso, que atende todas as nossas necessidades. O que nós esperamos, são técnicos qualificados, eletricistas profissionalizados e que atingem o nosso interesse, que é a fixação e a organização de cabos. E para esse evento, ele é muito focado nesse tipo de público e atingiu totalmente a nossa expectativa”.

Participando pela terceira vez do CINASE, a Choice Tecnologia também ficou satisfeita com as interações e leads captados no evento. “Nesta edição, coletamos bem mais leads que as anteriores. Recebemos bem mais visitas. Faz parte do nosso trabalho pós-feira também fazer a qualificação desses leads. Nós temos uma ação mais voltada para grandes consumidores de energia. A gente acabou vendo que nesse evento, especificamente, grande parte do público era para atendimento de soluções mais residenciais, o que não está tão diretamente alinhado com a nossa solução, mas ainda assim a gente conseguiu qualificar algumas boas oportunidades. No geral, o evento está bem estruturado, bem organizado. Então, como eu disse, é mais uma tarefa de casa mesmo da gente descobrir ali e elencar quais as maiores oportunidades para a gente”, destaca Victor Evangelista, gerente de soluções da Choice.

Para Marlon Pozzer, Analista de Marketing de Produto da Soprano, além das oportunidades de negócio, o evento também proporciona a troca de conhecimento, que segundo ele é um grande diferencial.  “Foi ótimo, conversamos com o pessoal, apresentamos nossas novidades e ainda tivemos a oportunidade de palestrar sobre um tema que é muito importante: eficiência energética. Às vezes as pessoas pensam que não é possível economizar energia com uma partida de motor, mas sim, é possível, aplicando um produto muito comum, que inclusive é uma das novidades que a Soprano trouxe para apresentar nessa edição”.

Prêmio O Setor Elétrico

Marcada por momentos de alegria, gratidão e reconhecimento, a cerimônia do Prêmio O Setor Elétrico reuniu autoridades, empresários, especialistas e acadêmicos de todo o estado do Rio de Janeiro. Com diversos projetos inscritos nas cinco categorias, o prêmio tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade a projetos e iniciativas que apresentam soluções inovadoras para o setor elétrico brasileiro. A premiação foi realizada na noite de 29 de setembro, também no Expo Rio CN. Confira os vencedores:

Inovação Tecnológica:  SEA – Sistema de Monitoramento de Eventos Anômalos – Da visão de cenário à informação operacional.   Empresa: State Grid Brazil Holding. Responsáveis pelo Projeto: Giovanna Galdino; Alessandra Hoffmann; Ricardo Felix; Jorge Bauer; Leonardo Faria; e Leonardo Pinto.

Projeto Luminotécnico: Centro de Treinamento George Helal – CT2 – Ninho do Urubu. Empresa: Ricmon Iluminação.  Responsáveis pelo Projeto: Ricardo Gomes Lopes

Energias Renováveis: Usina Solar com Grid Zero – Dimension. Empresa: Sinergia Consultoria. Responsáveis pelo Projeto: Emerson Barbosa; David Feitoza; André Martins; Thalita Escobar; e Vinicius Ayrão

Instalações Elétricas Industriais e Comerciais: Reserva On Demand G300. Empresa: Letech Energia. Responsável pelo Projeto: Leonardo Bastos de Carvalho.

Vencedor máster:

Pesquisa & Desenvolvimento: Conexão de Parques Eólicos Offshore ao Sistema Interligado Nacional. Empresa: UFRJ / Fundação COPPETEC / Total Energies.  Responsáveis pelo Projeto: Glauco Nery Taranto; Djalma Mosqueira Falcão; Bráulio César de Oliveira; Edson Watanabe; e Robson Dias.

Homenageados do estado do Rio de Janeiro

Na ocasião, também foram homenageadas lideranças e personalidades que são referências regionais e nacionais do setor elétrico:

Talita Porto – Executiva com mais de 30 anos de experiência no setor elétrico brasileiro, com atuação nos setores público, privado e associativo. Especialista em planejamento, regulação e comercialização de energia, ajudou a fundar a EPE – Empresa de Pesquisa Energética, em 2005, e passou por instituições como Eletrobrás, PSR, AES Tietê, Renova Energia, CCEE e ABSOLAR. Foi conselheira da CCEE entre 2016 e 2024 e integra o conselho consultivo da Specialisterne, dedicada à inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho. Atualmente preside a ABRATE e o Instituto ABRATE de Energia, liderando o reposicionamento do segmento de transmissão e sua conexão com a segurança e a transição energética do Brasil. Acredita na credibilidade como base da liderança e na escuta como ferramenta de evolução contínua.

Richard M. Stephan  – Engenheiro Eletricista pelo Instituto Militar de Engenharia (1976). Trabalhou como engenheiro em Furnas Centrais Elétricas durante o ano de 1977. Possui o título de M.Sc. pela COPPE/UFRJ (1980) e Dr.-Ing. pela Ruhr-Universität Bochum, Alemanha (1985), ambos em Sistemas de Controle. Desfrutou de um semestre sabático no CEPEL, em 1993, envolvido com projetos do programa PROCEL. Concluiu MBA em 2005 pelo Centre for Scientific Enterprise Limited (CSEL), UK, em Transferência e Comercialização de Inovações Tecnológicas. Professor Titular do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da UFRJ desde 1997, Pesquisador Sênior do CNPq, Senior Member do IEEE em 11/2016, membro da Academia Nacional de Engenharia desde 2019, ex-presidente (2006 – 2009) da SOBRAEP, trabalha com projetos nas áreas de Acionamento Eletrônico, Controle de Máquinas Elétricas, Mancais Magnéticos, Levitação Magnética (MagLev) e Supercondutividade. Foi agraciado com a Medalha de Amigo do Governo Chinês em fevereiro de 2024.

Djalma Mosqueira Falcão – Obteve o título de Engenheiro Eletricista em 1971 pela UFPR, o Mestrado em 1973 pela COPPE/UFRJ, e o Doutorado em 1981 pela University of Manchester, Reino Unido. Em 1974 ingressou no Programa de Engenharia Elétrica da COPPE/UFRJ, onde se aposentou em 2022 como Professor Titular. Em 2023 recebeu o título de Professor Emérito da UFRJ. De 1991 a 1992 atuou como pesquisador visitante no Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA. De 2003 a 2004, atuou como Assistente do Presidente da Eletrobras adjunto à Diretoria do Cepel. É Life Fellow do IEEE, Pesquisador Sênior do CNPq e Membro Titular da Academia Nacional de Engenharia.

João Carlos Mello – é fundador e CEO da Thymos Energia e diretor-presidente do Cigré Brasil, Mello é doutor e mestre em Engenharia Elétrica pela PUC-RJ. Atuou ainda em empresas como o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), onde desenvolveu modelos computacionais em energia elétrica, e outras consultorias como Andrade & Canellas (A&C) por 7 anos, na Monasa Consultoria e Engenharia e na Themag. Mello também trabalhou em projetos como o de Reestruturação do Setor Elétrico Brasileiro (RE-SEB), em meados de 1990, de implementação do Mercado Atacadista de Energia (MAE), revisão do novo modelo setorial em 2004, e no suporte de diversas privatizações incluindo Eletrobrás. Tem mais de 200 artigos técnicos nacionais e internacionais.

Categoria Nova Geração do Setor Elétrico: Gabriela Rosa – É engenheira eletricista e iniciou sua carreira conciliando a prestação de serviços em instalações elétricas e projetos elétricos, com a atuação como professora de cursos técnicos. Ao longo de sua trajetória, acumulou experiências trabalhando nos setores siderúrgico, ferroviário e também no serviço público. Posteriormente, fundou a ELLON Energia Inteligente, empresa especializada em infraestrutura elétrica, entradas de energia e geração distribuída. Sua carreira também passou a incluir uma participação ativa em debates técnicos, empresariais e institucionais do setor elétrico. É inspetora do CREA-RJ e atualmente é conselheira do Clube de Engenharia, diretora de Comunicações do SENI-RJ e representante do CREA-RJ na Câmara Setorial de Energia da ALERJ.

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