Publicada em 03/10/2019, essa norma apresenta requisitos para projeto de instalações elétricas de arranjos fotovoltaicos. Assim como as demais normas citadas nesta coluna, a ABNT NBR 16690 deve ser utilizada com a ABNT NBR 5410.
Pela facilidade com que se compram os módulos fotovoltaicos, os equipamentos, cabos e dispositivos de proteção, tem-se visto no mercado toda sorte de erros de concepção e de montagem de um sistema de geração de energia fotovoltaica. Sim, geração de energia elétrica. Portanto, não é uma instalação elétrica qualquer.
A seguir, são apresentados alguns requisitos desta norma:
Influências externas
Cabe salientar a importância da subseção 4.2.6 da NBR 5410 que trata da classificação das influências externas a que todos os componentes do sistema poderão ficar submetidos. Com destaque para:
- Temperatura ambiente – AA;
- Presença de radiação solar – AN (particularmente os raios UV);
- Presença de água – AD (chuva);
- Presença de corpos sólidos – AE (poeira);
- Presença de substâncias corrosivas ou poluentes – AF (maresia, sulfatos, ácidos);
- Presença de fauna – AL (pássaros, roedores);
- Campos elétricos – AM9 ou campos magnéticos radiados – AM8 (proximidade com tais fontes);
- Descargas atmosféricas – AQ; e
- Vento – AS.
Proteção contra choques elétricos
Além do que prescreve a NBR 5410, os componentes do lado em corrente contínua devem possuir isolação dupla ou reforçada.
Proteção contra sobrecorrentes
Nesse particular, os módulos fotovoltaicos devem ser tratados de forma específica, visto serem fontes de corrente limitada e, ainda, por serem ligados em paralelo ou com outras fontes de energia. O que torna complexa a especificação dos dispositivos de proteção. Há que se destacar que do lado em corrente contínua, os dispositivos de proteção contra sobrecorrentes (sobrecarga e curto-circuito) devem ser apropriados para corrente contínua. Portanto, os minidisjuntores conforme a ABNT NBR NM 60898 não podem ser utilizados.
A norma ainda apresenta requisitos específicos para proteção dos circuitos dos módulos, dos arranjos, subarranjos e nos casos de existir baterias. Outro ponto bastante destacado na NBR 16690 é o risco de falha de isolação à terra em sistemas fotovoltaicos e as diversas condições de monitoramento e proteção.
Proteção contra sobretensões transitórias (surtos)
Deve-se levar em conta não apenas a NBR 5410, mas também a ABNT NBR 5419, de modo a proporcionar proteção contra descargas atmosféricas diretas e sobretensões induzidas. Afinal, são instalações elétricas montadas em áreas externas.
Quando um DPS chega ao fim de sua vida útil, com possibilidade de se manter em curto-circuito, o dispositivo de proteção contra sobrecorrentes (disjuntor ou fusível) precisa ser muito bem dimensionado, uma vez que a corrente de curto-circuito presumida dependerá da irradiância solar. Ou seja, não é um valor fixo e de fácil determinação como em circuitos de corrente alternada ligados a uma fonte definida. Do lado em corrente contínua, os DPS devem ser para uso específico em corrente contínua.
Seleção dos componentes
Destaque-se a importância para que todos os componentes sejam apropriados para corrente contínua (nos circuitos do lado c.c.), que circuitos em corrente contínua e em corrente alternada não devem compartilhar o mesmo conduto e que ambos possuam identificação clara e inequívoca.
Documentação
Além do que é requerido em 6.1.8 da ABNT NBR 5410, os sistemas fotovoltaicos devem possuir documentação conforme estabelecido pela ABNT NBR 16274, basicamente dividido em três grupos:
- documentação que deve ser fornecida após a instalação de um sistema fotovoltaico conectado à rede;
- documentação das verificações inicial e periódica do sistema, o qual inclui requisitos mínimos para inspeção e ensaios; e
- procedimentos de avaliação de desempenho do sistema após o início de sua operação.









