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Concerto abre Colóquio de Enfermagem e celebra seis décadas da Escola de Comunicações e Artes

Apresentação da Filarmônica marcou a abertura do “Colóquio Pan-Americano de Pesquisa em Enfermagem” e homenageou os 60 anos da Escola de Comunicações e Artes

Por Rose Talamone

Concerto comemorativo da USP Filarmônica aos 60 anos da ECA-USP e abertura do 19º Colóquio Pan-Americano de Pesquisa em Enfermagem – Foto: Vinicius Barros

Com uma apresentação em homenagem aos 60 anos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a USP Filarmônica também marcou a abertura do 19º Colóquio Pan-Americano de Pesquisa em Enfermagem na noite desta terça-feira, 27 de outubro, no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto. A cerimônia reuniu pesquisadores, estudantes, representantes de entidades de enfermagem e dirigentes universitários para celebrar a cooperação científica e a trajetória da ECA.

Sediado pela segunda vez pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, que recebeu o encontro em 1998, o colóquio discute como transformar os resultados da pesquisa em melhorias no cuidado, na formação profissional e nos sistemas de saúde. A programação científica segue até sexta-feira, dia 30, no Hotel JP, após as atividades pré-colóquio realizadas nos dias 26 e 27.

Carla Aparecida Arena Ventura, diretora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, discursa na abertura do 19º Colóquio Pan-Americano de Pesquisa em Enfermagem – Foto: Vinicius Barros

Na abertura, a diretora da EERP, professora Carla Aparecida Arena Ventura, destacou o compromisso da unidade com a cooperação internacional. “Este encontro celebra a importância da ciência e da reunião de pessoas que se dedicam e contribuem para o avanço da enfermagem”, afirmou. Já o vice-diretor, professor Ricardo Alexandre Arcêncio, retomou a trajetória do evento, iniciado em 1988, em Bogotá, na Colômbia, e sua contribuição para a formação de redes de pesquisa e a construção de políticas públicas. “Esta caminhada histórica nos ensina que a pesquisa em enfermagem não tem fronteiras geográficas ou linguísticas”, disse.

O professor Pedro Fredemir Palha, diretor da EERP no período de 2022 a 2026, ressaltou a ciência da implementação, eixo desta edição. “Não basta apenas gerar conhecimento. É imperativo garantir que as descobertas científicas cheguem à ponta, ao leito do paciente, às políticas públicas e à gestão dos serviços de saúde com agilidade, sustentabilidade e equidade.” Benjamin Puertas, chefe da Unidade de Recursos Humanos para a Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), destacou a atuação da EERP como referência para outros centros colaboradores da região. Citou a cooperação com a Guiana como experiência bem-sucedida que vem sendo compartilhada com outras regiões do mundo.

Seis décadas da Escola de Comunicações e Artes

Clotilde Perez discursa durante concerto da USP Filarmônica em homenagem aos 60 anos da ECA – Foto: Vinícius Barros

A homenagem à ECA, no 259º concerto da USP Filarmônica, destacou a história compartilhada com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). O curso de Música em Ribeirão Preto nasceu como extensão da escola paulistana, em 2001, e deu origem ao Departamento de Música da FFCLRP, em 2010.

A diretora da ECA, professora Clotilde Perez, ressaltou o significado de uma unidade acadêmica homenagear outra dentro da Universidade. “A homenagem que hoje recebemos, materializada na realização deste 259º concerto da USP Filarmônica, transcende o protocolo institucional. Ela reflete a verdadeira essência do que deve ser o ambiente universitário: um espaço de partilha, de mútua admiração e de celebração do conhecimento, da cultura e da arte.”

Clotilde também destacou o compromisso das duas unidades com a formação e a transformação social por meio da arte. “Ao nos homenagearem com esta noite artística, vocês não apenas estão aplaudindo o nosso presente: estão validando a nossa história e renovando as nossas forças criadoras para o futuro.” Para a diretora, a homenagem celebra ainda o ensino público de excelência e sua capacidade de transformar vidas.

A escolha do repertório foi outro ponto de seu pronunciamento. Ao lembrar o compositor Gilberto Mendes, professor da ECA e idealizador do Festival Música Nova, Clotilde o definiu como “um músico sensível e generoso, um intelectual refinado e bem-humorado, um experimentador apaixonado pela arte e pelo mar”.

A diretora da FFCLRP, professora Christie Ramos Andrade Leite Panissi, destacou a contribuição da ECA para a criação do Departamento de Música e a satisfação de reunir a comunidade para a apresentação da orquestra. “Poder receber todos vocês para a apresentação da nossa USP Filarmônica é uma honra”, afirmou. Ela também ressaltou a parceria com o Theatro Pedro II, que acolhe mensalmente os concertos.

Representando o reitor da USP, professor Aluisio Segurado, a pró-reitora de Pesquisa e Inovação, professora Maria Helena Palucci Marziale, destacou a relevância do colóquio para os pesquisadores da Enfermagem e a integração entre as unidades. “É uma honra também ver essa união da ECA e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto”, afirmou. Docente da EERP e egressa da FFCLRP, a pró-reitora também celebrou a premiação dos jovens talentos da música.

O pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP, professor Amâncio Jorge Silva Nunes de Oliveira, valorizou a reunião das atividades científicas e artísticas. “Eu não consigo imaginar uma combinação tão feliz e com tanto orgulho de estar neste evento com a USP Filarmônica, o aniversário de 60 anos da ECA e o Colóquio Pan-Americano de Pesquisa em Enfermagem.” Ele também parabenizou Ricciardi e destacou sua parceria com a Pró-Reitoria.

Formado pela ECA, o maestro Rubens Russomanno Ricciardi agradeceu à escola pela contribuição à sua trajetória. “Parabéns à nossa unidade, que é justamente onde eu me formei, a quem eu devo toda a minha formação acadêmica, crítica e intelectual.”

Premiação e repertório

Apresentação da soprano solista Flávia Albano de Lima, professora e chefe do Departamento de Música da ECA – Foto: Vinícius Barros

A cerimônia incluiu a entrega de prêmios a estudantes, entre eles o Prêmio Caio Pagano 2026, em reconhecimento aos jovens talentos da música. O repertório trouxe a estreia da orquestração de Episódio, primeira composição de Gilberto Mendes, com poema de Carlos Drummond de Andrade. Elaborada por Ricciardi, a versão teve como solista a soprano Flávia Albano de Lima, professora e chefe do Departamento de Música da ECA. O programa incluiu ainda a ária Non mi dir, bell’idol mio, da ópera Don Giovanni, o Concerto para piano e orquestra nº 20 em ré menor, ambos de Mozart, e a abertura de O barbeiro de Sevilha, de Rossini.

Durante a cerimônia, Ricciardi anunciou a realização da 59ª edição do Festival Música Nova Gilberto Mendes em agosto de 2027. Segundo o maestro, a programação reunirá a Orquestra Sinfônica da USP, a USP Filarmônica, a Orquestra de Câmara da ECA e grupos de música contemporânea de Ribeirão Preto e São Paulo, com apresentações em Ribeirão Preto, São Carlos e São Paulo.

*Colaboração de Marcela Borges – Assessoria de Imprensa da USP Filarmônica

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