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IRÃ PREVÊ ATAQUE A ISRAEL PARA MANCHAR IMAGEM DE TRUMP NAS ELEIÇÕES DO DIA 3 E MANTER PETRÓLEO ACIMA DE US$ 100. NO BRASIL, COMBUSTÍVEIS PODEM SUBIR

O Irã planeja fazer de tudo para provocar os Estados Unidos e Israel para que a eleição do meio do mandato de Donald  Trump, marcada para o dia 3 de novembro, desgaste a imagem do presidente americano. Por isso mesmo, o CENTCOM  autorizou a transferência de sistemas  sistema de defesa antimíssil Patriot do Texas para Israel, em antecipação a um possível, quase provável, ataque do Irã. A provocação coincide também com a apuração das eleições em Israel, onde o grupo do Primeiro Ministro Benjamin Netanyaho, vai levando vantagem.  O Exército dos EUA está fazendo a transferência do sistema para o Oriente Médio. O sistema Patriot, inclui equipamentos de radar, uma estação de controle de engajamento, lançadores de mísseis e mísseis interceptores, está sendo implantado para fortalecer as defesas americanas em meio aos preparativos para uma possível escalada do conflito. Os EUA também realocaram tropas de bases consideradas vulneráveis ​​a ataques iranianos.Segundo informações de pessoas a par das conversas, Washington teria alertado vários países árabes do Golfo para se prepararem para uma campanha militar curta e intensa contra o Irã após as eleições de meio de mandato. Além disso, as forças americanas têm reabastecido seus estoques de munição, enquanto autoridades afirmaram que bombardeiros e caças estão sendo preparados para possíveis ataques. Um grupo de ataque adicional de porta-aviões e uma Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais também devem se juntar aos cerca de 20 navios de guerra americanos que operam no Oriente Médio em novembro, embora algumas embarcações possam ser transferidas para outras regiões.

Enquanto isso, o preço do barril do Brent para o mercado futuro segue alto, acima de US$ 100.  A cotação internacional desta manhã (28) está em US$ 1113, 13 o barril. É o 23º dia com os preços acima do patamar de 100, desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. E apesar do subsídio de R$ 2,13 por litro do diesel, a Petrobrás se vê obrigada  a aumentar o preço dos combustíveis. Tanto do diesel, que ganhou mais um mês de subsídios, quanto da gasolina que, em alguns lugares, está sendo vendida na bomba a praticamente R$ 10 o litro.  Muito provavelmente ainda hoje a Petrobrás deve anunciar o reajuste. Pelo menos esta é a expectativa do mercado, que prevê consequências graves para o transporte de cargas e para a economia quando o governo não suportar mais pagar pelos subsídios aos combustíveis. O que virá pela frente vai desarrumar a economia brasileira ainda mais. Ainda temos mais um mês de calmaria relativa.

Os preparativos relatados seguem a decisão de enviar um terceiro porta-aviões para a região do conflito. Um oficial americano afirmou em 1º de outubro que o USS Theodore Roosevelt e pessoal adicional dos fuzileiros navais seriam enviados para a região, ampliando as opções militares de Washington. O recente aumento da atividade militar ocorre em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia novas ações militares contra o Irã.  Trump ainda não tomou uma decisão final sobre o lançamento de outra campanha, embora esteja inclinado a realizar ataques contra a infraestrutura e as instalações nucleares iranianas. Um acordo negociado ainda é uma possibilidade.

O Irã ameaçou ampliar suas retaliações caso os EUA e Israel retomem seus ataques, incluindo alvos como infraestrutura de energia, aeroportos e outras instalações civis em toda a região do Golfo Pérsico. Entretanto, os alertas da inteligência americana sobre os planos iranianos  contra autoridades e cidadãos americanos aumentaram as preocupações com a segurança regional. Um funcionário confirmou na sexta-feira que o secretário de Estado Marco Rubio recebeu um memorando de inteligência alertando para a intensificação dos esforços iranianos para atacar americanos. O Irã também teria instruído o Hezbollah a se preparar para um possível conflito. Duas fontes diplomáticas afirmaram em 15 de outubro que Teerã alertou o grupo terrorista libanês para aumentar seu nível de prontidão em antecipação a novas ações militares americanas. O momento, o alcance e a decisão final sobre qualquer retomada da campanha militar permanecem incertos.

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