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NOVAS DESCOBERTAS NA MARGEM EQUATORIAL ACONTECEM EM MEIO À QUEDA DO ÍNDICE DE REPOSIÇÃO DE RESERVAS NO BRASIL

A semana vai chegando ao fim com uma grande notícia para a indústria brasileira de óleo e gás. A Petrobrás confirmou a sua terceira descoberta na Margem Equatorial, ao concluir a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Para lembrar, a empresa já havia feito outras duas descobertas (em agosto e setembro). Os novos avanços exploratórios indicam que a Margem Equatorial caminha para ser a grande nova fronteira do setor de óleo e gás do país, em um momento onde o país já começa a sentir sinais da necessidade de repor suas reservas. Um novo relatório produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com dados de 2025, revelou uma redução no chamado Índice de Reposição de Reservas.

De acordo com o Informe de Monitoramento da Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, publicado neste mês pela EPE, o índice de reposição caiu de 209% em 2023 para 172% em 2024. Em 2025, a taxa recuou novamente e chegou a 146%. “Embora os indicadores permaneçam em níveis compatíveis com uma indústria em expansão, tais resultados reforçam a necessidade de continuidade das atividades exploratórias e de incorporação de novas reservas para sustentar a trajetória de crescimento no longo prazo”, disse a EPE.

O documento aponta que as reservas provadas brasileiras alcançaram 17,5 bilhões de barris de petróleo e 573 bilhões de metros cúbicos de gás natural, aumentos de 3,8% e 4,9%, respectivamente, em relação a 2024. A produção nacional também atingiu novo recorde, com média de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de aproximadamente 13% no período.. “A expansão da produção ocorreu em ritmo superior ao crescimento das reservas, resultando na redução da relação Reserva/Produção (R/P) para 12,7 anos no petróleo e 19,2 anos no gás natural”, explicou a EPE.

A estatal de planejamento também indicou que apesar da retração dos investimentos globais em exploração e produção de petróleo observada em 2025, o Brasil manteve sua posição de destaque entre os destinos mais atrativos para investimentos no setor. A participação brasileira nos investimentos mundiais em E&P permaneceu próxima de 5%, apoiada pela elevada produtividade dos ativos do pré-sal, pelo ambiente regulatório estável e pelos investimentos previstos no Novo PAC e no Plano Estratégico da Petrobrás.

Apesar do sinal de alerta no Índice de Reposição de Reservas, a EPE afirma que os indicadores de atividade exploratória também apresentaram sinais positivos. “Houve recuperação do número de poços exploratórios perfurados, passando de 10 para 19 poços em 2025, além da continuidade da expansão das áreas contratadas, que alcançaram 431 blocos exploratórios. A retomada das atividades em áreas de fronteira, incluindo a Bacia da Foz do Amazonas, demonstra a busca pela ampliação da base de recursos do país”, destacou.

Adicionalmente, a taxa de sucesso exploratório voltou a crescer, alcançando 68%, ainda que haja maior risco geológico associado ao aumento de campanhas exploratórias em novas fronteiras.

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