Em 2026, a feira reuniu em torno de 200 expositores, e contou com diversas iniciativas, eventos paralelos e experiências sensórias e de vivências práticas. Desde a assembleia da Abrasi que trouxe convidados nacionais e internacionais para participarem tendo sala lotada, a Rodada de Negócios Internacionais da Abilux, que foi um sucesso, as reuniões e encontros de negócios durante o evento. A Expolux é uma feira que busca uma renovação e espera resposta do público fiel, mas também precisa do usuário de iluminação e daqueles que entendem a importância da luz na vida de todos, bem como de novos profissionais no mundo da iluminação.
Assim como nas feiras internacionais, vivemos um momento em que não falamos mais do LED como uma novidade, nem da fonte de luz em evolução, pois isso já é de conhecimento público e dos profissionais, nem mesmo da luminária LED como o centro das atenções, e sim da inovação, conectividade e controle efetivo da luz sendo cada vez mais aplicada e valorizada. As feiras no passado eram o momento de encontro e conexão com novos profissionais, hoje a conexão está na palma da mão e acessível a todos, assim como a informação, que no passado era restrita, hoje é de fácil acesso. As feiras no passado eram voltadas para o mercado nacional que hoje está globalizado e tem forte concentração de empresas de tecnologia e produção na Ásia, que estiveram presentes, apresentando do mais complexo e tecnológico ao mais popular. Por isso, os eventos estão buscando novas alternativas, finalidade, interação com o público participante, agregando valor profissional e conectando as empresas a diversos tipos de negócios.
Outro ponto forte, assim como vi na feira internacional Light + Building 2026, foi a evolução dos LEDs e drivers. Os LEDs na Epolux também mostraram a busca por maior eficácia, melhor reprodução de cor e maior durabilidade, enquanto os drivers seguem com a dimerização, proteção elétrica, monitoramento e comunicação com sistemas de controle, integrando com a telegestão. Em iluminação externa, isso significa a redução do consumo, diminuição da manutenção, maior confiabilidade e capacidade de integração com a telegestão.
Diferente da L+B, não havia visivelmente e de forma ampla a preocupação com a redução da poluição luminosa e uso de fontes de luz com baixo conteúdo de azul, nem a apresentação de produtos “Dark Sky Friendly”.
Tive a oportunidade de ver lançamentos de componentes, conversar com importantes desenvolvedores internacionais sobre inovações em iluminação, aprender sobre diversos segmentos e assistir algumas palestras com excelente conteúdo, além de rever colegas e profissionais. Também pude fazer duas apresentações, uma na Arena Cidades em Luz, à convite da Thaís Ruiz, para falar sobre a Iluminação Pública como plataforma para as cidades inteligentes (Sensores, IoT e integração Urbana), e à convite do José Roberto Muratori, apresentar no SIMPOLED o tema Telegestão e as Cidades Inteligente – Avanços e Futuro.
Enfim, a Expolux, para mim, é sempre uma grande oportunidade em diversos aspectos: um show de conteúdo relevante; informações sobre iluminação; e ao mesmo tempo, uma mistura de sentimentos sobre iluminação que trazem o passado o presente e o futuro e nos geram novas ideias e oportunidade para seguir fazendo o que mais gosto, aprender e ensinar sobre a luz e todas suas aplicações.


Sobre o autor:
Luciano Rosito é engenheiro eletricista, especialista em iluminação e iluminação pública. Professor de cursos de iluminação pública no Brasil e exterior.






