As Filipinas estão trabalhando para estabelecer as bases políticas, regulatórias e comerciais de seu primeiro projeto de energia nuclear, com a meta de alcançar 1,2 GW de capacidade instalada até 2032 e ampliar esse volume para 4,8 GW até 2050. Os planos foram apresentados durante a conferência World Nuclear Supply Chain, realizada em Manila. O governo concentra as ações na avaliação de locais para instalação das usinas, na preparação regulatória, na estruturação do financiamento e na seleção de tecnologias, com o objetivo de reforçar a segurança energética e avançar nas metas de energia limpa.
Na abertura do evento, a secretária de Energia, Sharon Garin, afirmou que o crescimento da demanda por eletricidade, a dependência de combustíveis importados e a necessidade de diversificar as fontes de geração estão renovando o interesse pela energia nuclear. Segundo Garin, a Agência Internacional de Energia (AIE) projeta um crescimento médio anual de 3,6% na demanda por eletricidade das Filipinas, enquanto a economia do país avança a uma taxa próxima de 6%. A secretária também destacou as preocupações com a segurança energética regional, intensificadas pelo conflito no Oriente Médio.
“A demanda máxima por eletricidade chegou a 20,1 GW, enquanto a capacidade instalada de geração era de aproximadamente 32,5 GW em julho de 2026”, afirmou. As importações líquidas de energia representam 51,5% da oferta total de energia primária do país, deixando a economia exposta a interrupções no abastecimento global e à volatilidade dos preços. Garin acrescentou que 85% do carvão e 95% do diesel consumidos pelas Filipinas são importados. “Esses acontecimentos estão renovando a atenção à energia nuclear como fonte confiável e de baixo carbono para a geração de eletricidade”, disse.






