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A TRANSJORDANO CRIA O CORREDOR VERDE DE BIOMETANO DA ULTRAGAZ PARA SUA FROTA QUE LIGA O INTERIOR PAULISTA ATÉ O PORTO DE SANTOS

A TransJordano inaugurou, em Sumaré (SP), o Corredor Verde, projeto criado para ampliar a utilização do biometano no transporte rodoviário de cargas e estruturar um novo eixo de abastecimento entre o interior paulista e a região do Porto de Santos. A iniciativa terá aproximadamente 450 quilômetros, conectando Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, com pontos de abastecimento distribuídos ao longo desse trajeto. A inauguração marca o chamado Marco Zero do Corredor Verde e dá início à implantação operacional de um projeto que prevê 100 caminhões movidos a biometano até dezembro de 2026. O primeiro ponto começa a funcionar em Sumaré neste mês, seguido por Ribeirão Preto, em novembro, e Cubatão, em dezembro. Os veículos terão autonomia de até 700 quilômetros, ampliando o alcance das operações a partir de cada uma das bases. Durante o evento, que reuniu o prefeito de Sumaré, Henrique do Paraíso, Maria Caroline Rangel, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiador do projeto por meio do Fundo Clima, além de representantes da Ultragaz, Scania, Quinta Roda, Librelato, MAT, Peixe Gás e de entidades como a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), foi realizado o primeiro abastecimento a biometano da nova frota. O momento simbolizou o início prático da operação do Corredor Verde e marcou a transição do projeto para uma nova etapa, com os primeiros caminhões entrando em rota e a ampliação gradual da frota prevista até o fim do ano.

Em sua fala inicial, João Bessa, fundador e presidente da TransJordano, destacou que a decisão de investir no biometano acompanha uma mudança que já ocorre entre os próprios contratantes do transporte e reforçou que a infraestrutura foi pensada para atender também outras empresas. “Os clientes mudaram e hoje têm metas de redução de emissões, e o transporte entra diretamente nessa conta. Decidimos olhar para o futuro e criar uma solução que pudesse funcionar de verdade na operação. Até dezembro, teremos 100 caminhões movidos a biometano, mas entendemos que não bastava ter os veículos: era preciso garantir onde abastecer. É por isso que o Corredor Verde nasce aberto aos nossos clientes, parceiros e também a outras transportadoras. Ninguém descarboniza a logística sozinho”, afirma João. Um dos principais diferenciais da iniciativa é justamente que os pontos de abastecimento serão abertos a outras transportadoras. A infraestrutura será operada pela GarageLog, empresa do Grupo TransJordano que já atua com garagem compartilhada, abastecimento e estruturas de apoio aos motoristas. Na unidade de Cubatão, por exemplo, são recebidos mais de 300 veículos diariamente e movimentados mais de 360 mil litros de combustível por mês. A proposta é que o Corredor Verde contribua para enfrentar um dos principais desafios para a expansão do biometano no transporte de cargas: a disponibilidade de infraestrutura ao longo das rotas. Com os três polos, o projeto amplia a possibilidade de atendimento a regiões como Campinas, Grande São Paulo, Baixada Santista, norte paulista, Sul de Minas e região de Uberlândia.

Para Jordano Bessa(esquerda), diretor de Novos Negócios da TransJordano, o projeto nasceu justamente da percepção de que a falta de infraestrutura ainda limitava a adoção do combustível no transporte rodoviário. “Quando começamos a estudar o biometano, percebemos que um dos maiores obstáculos era não ter onde abastecer nas rotas. Como já tínhamos a experiência da GarageLog e operações importantes em Cubatão, Sumaré e Ribeirão Preto, desenhamos os três pontos e estruturamos o Corredor Verde. O que nasceu para atender nossa operação hoje pode ser utilizado também por outros transportadores e contribuir para a descarbonização da logística brasileira” O executivo lembrou ainda que o desenvolvimento da iniciativa começou em junho de 2025 e envolveu estudos com fornecedores, análise de tecnologias, estruturação financeira e adequações para aumentar a autonomia dos caminhões. Os veículos receberam cilindros adicionais e poderão alcançar aproximadamente 700 quilômetros de autonomia, permitindo atender diferentes operações a partir dos

Abastecimento da Ultragaz

polos do corredor. Com a frota completa, o projeto deverá evitar aproximadamente 6.486 toneladas de CO₂ equivalente por ano, segundo verificação independente do Bureau Veritas. A iniciativa também está relacionada às metas de redução das emissões de Escopo 3 de grandes embarcadores, uma vez que a substituição do diesel pelo biometano reduz as emissões associadas ao transporte dentro da cadeia de valor dos clientes.

Segundo Joyce Bessa, diretora de ESG e Relações Institucionais da TransJordano, a inauguração evidencia como projetos ambientais precisam estar associados a planejamento, mensuração e capacidade de execução. “Chegar à inauguração do Corredor Verde significa transformar uma estratégia de descarbonização em uma estrutura concreta, que pode ser acompanhada e mensurada. Existe um trabalho muito grande por trás disso, envolvendo financiamento, tecnologia, operação, indicadores e muitas pessoas. Para nós, sustentabilidade precisa chegar à prática e produzir resultados que possam ser comprovados ao longo do tempo.” Durante a programação, a Ultragaz, responsável pelo fornecimento do biometano utilizado no projeto, apresentou informações sobre o combustível e os aspectos de segurança relacionados ao abastecimento. Em seguida, a Scania destacou a evolução dos veículos a gás no Brasil e a importância da criação de infraestrutura para ampliar sua adoção, além da incorporação dos 100 caminhões Scania G 460 6×4 à frota da TransJordano e por fim, a WLM Quinta Roda, ressaltou o suporte à operação e anunciou a instalação de um ponto de manutenção dentro da GarageLog, além do atendimento aos veículos ao longo das rotas por meio da rede de concessionárias Scania preparada para essa tecnologia.  Com o Corredor Verde, a proposta é demonstrar, na prática, que a transição energética no transporte depende da articulação entre diferentes elos da cadeia, envolvendo transportadoras, fornecedores de veículos e combustível, operadores de infraestrutura, embarcadores e agentes de financiamento. Ao reunir esses atores em uma mesma iniciativa, o projeto busca criar condições para que o biometano avance de forma estruturada no setor e possa ser incorporado a novas operações com maior previsibilidade e viabilidade.

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