
FPSO Almirante Tamandaré – Recorde de produção de 263 mbpd em julho de 2026
A produção média de petróleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural da Petrobras atingiu o recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) no terceiro trimestre de 2026. O volume representa um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 5,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo maior nível de eficiência operacional em oito anos, pelo avanço da produção das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios, pelo alcance da capacidade máxima prevista para o FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero, e pela redução das perdas decorrentes de paradas para manutenção. Entre julho e setembro, 12 novos poços produtores entraram em operação, sendo seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
No campo de Mero, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, o FPSO Alexandre de Gusmão, quinta unidade instalada na área, atingiu em 25 de agosto a capacidade de produção originalmente projetada, de 180 mil barris de petróleo por dia (mbpd). Após a implementação de um aditivo que ampliou sua capacidade, com aprovação dos órgãos reguladores e das entidades ambientais, a plataforma chegou a um novo pico de 190 mbpd em 3 de setembro. Em conjunto, as plataformas de Mero registraram produção média de petróleo de 760 mbpd no terceiro trimestre, posicionando o campo como o terceiro maior produtor do país, atrás apenas de Búzios e Tupi.
Ainda em Mero, o FPSO Sepetiba ultrapassou a capacidade de processamento de petróleo prevista inicialmente, de 180 mbpd, e alcançou um pico diário de 212 mbpd em setembro. A unidade, afretada à SBM Offshore, figura entre as plataformas com maior produção no Brasil. No campo de Búzios, o FPSO Almirante Tamandaré registrou, em julho de 2026, recorde de produção média mensal de petróleo, com 263 mbpd. A plataforma permanece como a unidade de maior produção do país.
Outro marco foi alcançado pelas plataformas de Búzios, que superaram, pela primeira vez no terceiro trimestre, a média de 11 milhões de metros cúbicos por dia de exportação de gás natural. O resultado demonstra a expansão da produção do campo e a confiabilidade operacional das unidades no fornecimento contínuo de gás ao mercado brasileiro.
As plataformas P-80 e P-82 também avançaram em direção ao início de suas operações. As unidades deixaram o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, em 30 de setembro e 18 de outubro, respectivamente, com destino ao campo de Búzios, na Bacia de Santos, a maior área produtora do país em reservas e volume de produção. Ambas fazem parte do conjunto de seis plataformas de grande porte da Petrobras, cada uma com capacidade nominal para produzir 225 mbpd de petróleo e comprimir 12 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, figurando entre as maiores unidades da indústria mundial. A previsão é que as duas plataformas comecem a operar em 2027, tornando-se a nona e a décima unidades instaladas em Búzios.
RECORDE DE PRODUÇÃO NO PRÉ-SAL
A Petrobras também alcançou novos patamares de produção no terceiro trimestre. A produção total operada chegou a 5,08 MMboed, superando o recorde anterior de 4,87 MMboed, registrado no segundo trimestre de 2026. Já a produção própria atingiu 3,51 MMboed, acima da marca anterior de 3,34 MMboed, também estabelecida no 2T26.
No pré-sal, a produção total operada alcançou 4,46 MMboed, ultrapassando o recorde de 4,24 MMboed do trimestre anterior. A produção própria na região também bateu recorde, com 2,96 MMboed, ante os 2,78 MMboed registrados no 2T26.
REFINO REGISTRA MAIOR VOLUME DE VENDAS INTERNAS DESDE 2021
No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, as vendas de derivados no mercado interno somaram 1.854 mbpd no terceiro trimestre de 2026, o maior volume desde o 3T21 e o melhor desempenho considerando a configuração atual do parque de refino. Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 6,4%, impulsionado principalmente pelo aumento de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de querosene de aviação (QAV).
No mercado externo, a Petrobras também registrou um recorde, com exportações de petróleo e derivados de 1.251 mbpd. De acordo com a empresa, os resultados foram favorecidos pelo planejamento integrado, pela elevada utilização das refinarias, pela eficiência operacional e pela otimização logística, que ampliaram a capacidade e a flexibilidade das operações.
A produção total de derivados acumulada nos nove primeiros meses de 2026 alcançou 1.869 mbpd, alta de 7,2% em relação ao mesmo período de 2025. Apenas no terceiro trimestre, o volume foi de 1.873 mbpd, com o Fator de Utilização Total (FUT) das refinarias em 99%.
O indicador ficou cinco pontos percentuais acima do registrado no terceiro trimestre de 2025. Diesel, QAV e gasolina responderam, juntos, por 68% do volume total produzido, refletindo a estratégia da companhia de priorizar combustíveis de maior valor agregado.
A carga processada totalizou 1.800 mbpd entre janeiro e setembro, crescimento de 7% frente aos nove primeiros meses de 2025. O petróleo nacional representou 93% da carga, enquanto o óleo proveniente do pré-sal respondeu por 72%, contribuindo para reduzir a necessidade de importações de petróleo no período.






