A Aldak está em fase de entrega de um projeto de monitoramento de força de trabalho em plataformas offshore da Petrobras, baseado na plataforma NTOPUS. A solução permite acompanhar o posicionamento das equipes e centralizar informações que podem contribuir para a segurança dos trabalhadores e a gestão das operações. Em entrevista ao Petronotícias, o diretor de operações da Aldak, Matheus Silva (o primeiro à direita na foto), detalha o projeto e os contratos mantidos com a petroleira, que também incluem o fornecimento e o suporte de dispositivos robustecidos e intrinsecamente seguros, como smartphones e tablets. Com mais de 35 anos de atuação no mercado de óleo e gás, a empresa também aposta em redes privativas de 4G e 5G e na integração de diferentes tecnologias de comunicação para ampliar a eficiência operacional e atender às novas demandas do setor.
Poderia explicar um pouco sobre a atuação da empresa no mercado, especificamente de óleo e gás, e dar uma visão geral de como vocês têm atuado em outros setores?
Nós somos integradores de tecnologia para conectividade e comunicação em operações de missão crítica. Temos uma presença muito forte em portos, aeroportos, mineração, siderurgia e papel e celulose. No mercado de óleo e gás, eu diria que somos o player dominante para esse tipo de tecnologia. Atendemos desde a Petrobras, com dispositivos de broadband, tablets e PDAs, até todas as empresas que surgiram a partir dos desinvestimentos no setor — as junior oils.
Falando especificamente sobre óleo e gás, qual é o panorama atual de vocês nesse mercado e quais são os planos futuros para o setor?
Temos uma atuação de mais de 35 anos nesse setor. Fomos os primeiros prestadores de serviço a instalar os sistemas de radiocomunicação troncalizados. Desde então, viemos acompanhando e desenvolvendo, junto aos nossos clientes, a adoção de novas tecnologias em redes de banda larga (broadband), muito parecidas com as comerciais, respeitadas as devidas diferenças.
Essas tecnologias são habilitadoras de ganhos operacionais relevantes para os clientes. Em óleo e gás, nossas soluções permitem uma operação mais segura: conseguimos monitorar onde cada trabalhador está e onde ele se encontrava antes de uma eventual perda de sinal, por exemplo. Nosso trabalho com a base de clientes é justamente apresentar essas novas soluções para gerar mais resultados de negócios, tornando a operação mais eficiente e segura.
Aproveitando esse gancho das novas tecnologias, você pode destacar uma ou duas que sejam os principais destaques da empresa para o mercado de óleo e gás?
Com certeza. A primeira delas são as redes de broadband — redes privativas de 4G e 5G. Já temos algumas redes dessa nova tecnologia rodando em clientes do setor de óleo e gás. Elas permitem trazer todo o sistema de videomonitoramento e o processamento de controles de automação para cima dessa rede.
A outra solução é o NTOPUS, uma tecnologia proprietária de software para gestão de força de trabalho. Ela permite entender exatamente como as equipes estão posicionadas dentro de uma planta em uma operação supercrítica. Trazemos todas essas informações para um centro de controle, conectando esses dados com a operação do cliente, tanto sob a perspectiva operacional quanto do ponto de vista de saúde e segurança.
Olhando para o futuro, quais são as perspectivas e planos para o setor nos próximos anos?
É um setor que nos deixa muito animados, com perspectivas altamente positivas. À medida que o mercado reconhece o papel da tecnologia, ele tem nos buscado mais para melhorar a produtividade, elevar a segurança e trazer temas como governança de tecnologia e gestão de ativos. Os clientes estão cada vez mais atentos a essas pautas e procuram parceiros como nós para resolver seus problemas.
Sob a perspectiva da tecnologia, diria que nos próximos cinco anos viveremos uma fase de integração. Tivemos um momento em que os protocolos de segurança de uma planta rodavam majoritariamente em cima de redes de rádio. Hoje, temos diversos tipos de protocolos coexistindo: narrowband e broadband. O grande desafio tecnológico é integrar tudo isso. Como integradores, nosso negócio é conectar esses diversos protocolos aos diferentes casos de uso, desenhando o escopo para resolver o problema, entregando a solução e indo até o descomissionamento ao fim do ciclo da tecnologia.
Para encerrar, a empresa fechou um contrato importante com a Petrobras recentemente. Você poderia detalhar um pouco mais esse projeto?
Temos hoje dois contratos relevantes com a Petrobras. O primeiro é para o fornecimento e suporte de dispositivos de banda larga, o que inclui smartphones robustecidos e intrinsecamente seguros, além de tablets na mesma linha.
O segundo contrato é voltado para o monitoramento da força de trabalho em plataformas offshore, que é um dos casos de uso da plataforma NTOPUS. É um cliente de extrema importância. Estamos em fase de entrega do projeto e acreditamos que este é um passo fundamental: ver uma empresa nacional adaptando tecnologia brasileira para um escopo tão sensível prova que a Aldak, como integradora e desenvolvedora de tecnologia, tem capacidade total para se inserir em uma operação do porte da Petrobras. É um movimento estratégico ao qual temos dedicado máxima atenção.






