Convênio entre USP e Amazon Web Services (AWS) dá acesso a Kiro, uma ferramenta avançada para estudantes que queiram tirar suas ideias do papel

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A USP está entre as 132 universidades de 18 países que receberam acesso gratuito ao sistema Kiro, da Amazon Web Services (AWS), que auxilia no planejamento, desenvolvimento e teste de aplicativos, desde a definição dos requisitos até a geração e verificação do código. A versão piloto do programa foi lançada este ano com milhões de estudantes construindo aplicativos que vão da área de acessibilidade ao cuidado com a saúde. Os estudantes recebem acesso ao mesmo agente de IA utilizado por grandes empresas como Mondelēz International, Siemens e a própria Amazon. Para acessar a plataforma, clique aqui.
O professor José Reinaldo Silva, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica (Poli) da USP, explica que essa ação foi viabilizada pelo acordo de cooperação com a AWS, divisão de tecnologia da Amazon especializada em computação em nuvem, e que o acesso possui um um limite de uso mais amplo, possibilitando a todos os estudantes da Universidade, de graduação e pós-graduação, uma experiência usando IA nos seus respectivos trabalhos, além do uso já disseminado dos sistemas generativos. “Com este recurso, seria possível estender o uso da IA em um processo considerado mais aderente à discussão de uso ético da IA”, afirma.
Segundo nota da AWS no site, a IA está acelerando a forma como as pessoas criam, mas não elimina a necessidade de profissionais capazes de pensar criticamente, definir o que precisa ser desenvolvido e concretizar essas ideias. “Esses profissionais precisam ter experiência com ferramentas avançadas de IA, uma visão clara do que desejam criar e conhecimento suficiente em sua área para avaliar quando a IA acerta e quando falha”, destaca a empresa.
A AWS afirma que a oferta busca ampliar o acesso de estudantes a recursos avançados de agentes de IA durante a formação acadêmica. Segundo a AWS, as versões gratuitas das ferramentas impõem limites de uso que podem interromper testes e deixar projetos inacabados. Com a iniciativa, estudantes terão acesso gratuito ao Kiro por um ano, com 1.000 créditos mensais, aos modelos mais recentes e ao Kiro Web, que dispensa instalação.
Como funciona
O Kiro funciona como uma espécie de arquiteto e mestre de obras virtual: a partir das instruções do usuário, ajuda a planejar e construir um sistema sem exigir conhecimentos avançados de programação. A ferramenta utiliza o desenvolvimento orientado por especificações, método que, segundo a empresa, é adotado por equipes da Mondelēz International, responsável por marcas como Oreo, Siemens e Amazon, na criação de software.
O sistema transforma instruções em especificações executáveis e auxilia no planejamento dos projetos, desde a definição de requisitos, decisões de design e etapas de implementação até a geração do código. A ferramenta utiliza o desenvolvimento orientado a especificações (spec-driven development), em que as instruções são transformadas em arquivos textuais de requisitos, arquitetura e tarefas. O sistema também pode dividir a execução entre agentes de IA que trabalham em paralelo, verificam o código e identificam erros que podem não ser detectados por testes unitários. Além disso, identifica lacunas no raciocínio e verifica se o resultado atende às especificações.
Projeto-piloto
O programa começou como projeto-piloto em março de 2026, com a participação de 11 universidades de dois países. Desde então, estudantes desenvolveram projetos como um aplicativo de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e uma plataforma de bem-estar que conecta pacientes a profissionais de saúde por comando de voz. Segundo a empresa, os participantes têm diferentes níveis de experiência em programação, e alguns escreveram suas primeiras linhas de código durante o projeto.
As soluções desenvolvidas pelos estudantes também envolvem mudanças na forma de pensar e estruturar os projetos. Segundo a empresa, os participantes passaram a adotar uma abordagem mais sistemática, com maior atenção ao pensamento crítico e criativo e às práticas de desenvolvimento com IA. “Como o Kiro cuida da execução de tarefas repetitivas, os estudantes vivenciam ciclos mais significativos de raciocínio típico de desenvolvedores profissionais — decompondo problemas complexos, definindo critérios de qualidade e direcionando os agentes para um objetivo —, tudo isso antes mesmo de ingressarem no mercado de trabalho”, concluem.
Para acessar a plataforma Kiro, clique aqui.
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Com informações da Assessoria de Imprensa da Escola Politécnica da USP






