A formalização da criação dos dois centros foi discutida e celebrada em reunião do reitor da USP, Aluisio Segurado, com o presidente da Max Planck, Patrick Cramer

Uma parceria entre a USP e a Sociedade Max Planck possibilitará a criação de dois centros internacionais na Universidade: o Centro USP – Max Planck do Antropoceno Tropical e o Centro Internacional Max Planck-USP de Direito – Regimes de Normatividade para Sociedades em Transformação.
A Sociedade Max Planck é uma das principais organizações de pesquisa da Alemanha, com sede em Munique e mais de 80 institutos dedicados à ciência básica em diferentes áreas do conhecimento. Criada em 1948, é internacionalmente reconhecida por seus avanços científicos e por manter uma rede de cooperação com universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.
A formalização da criação dos dois centros foi discutida e celebrada em reunião do reitor da USP, Aluisio Segurado, com o presidente da Max Planck, Patrick Cramer, no dia 15 de setembro, na sede do instituto, em Munique, na Alemanha. Em outubro do ano passado, Cramer esteve na USP para tratar de aspectos da parceria, que vem sendo discutida desde 2023.
Também participaram do encontro na sede da Max Planck o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Carlos Gilberto Carlotti Junior; o diretor-adjunto de Relações Internacionais da Aucani, Fernando Menezes; a diretora-adjunta de Relações Acadêmicas Nacionais da Agência, Juliana de Moraes Leme Basso; e os professores Samuel Barbosa e Eduardo Góes Neves, que são os coordenadores dos Centros.
“Esta parceria representa um marco no caminho do fortalecimento do perfil internacional da USP. Estamos unindo a excelência de pesquisadores brasileiros e alemães para enfrentar desafios globais e urgentes, que vão desde a reinvenção dos regimes jurídicos perante as transformações do nosso tempo até à compreensão profunda da sustentabilidade e da história ecológica nos trópicos. É uma cooperação de longo alcance que fortalece a ciência de ponta produzida na nossa Universidade e amplia o nosso diálogo com os principais centros de pesquisa do mundo”, destacou o reitor da USP, Aluisio Segurado.
A proposta é que os dois centros contem com financiamento da USP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Sociedade Max Planck. Está previsto o financiamento de 4,9 milhões de euros por cinco anos por parte da entidade alemã e apoio orçamentário próprio da USP. Adicionalmente, em breve, a Universidade submeterá à Fapesp um pedido especial de fomento, dentro do Programa de Centros Internacionais de Pesquisa (CIP). O período inicial previsto de funcionamento dos centros será de 2027 a 2031, com possibilidade de continuidade até 2036.
Novos centros
O Centro USP – Max Planck do Antropoceno Tropical é uma parceria entre o Instituto de Max Panck de Geoantropologia, de Jena, na Alemanha, e do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP e agrupará cientistas que realizam pesquisas em diferentes regiões tropicais do planeta – Bolívia, Brasil, Camboja e Nigéria – para entender como evoluiu a relação entre populações tradicionais e o meio ambiente nesses locais ao longo dos milênios.

O grupo de pesquisadores é interdisciplinar e contará também com professores da Universidade de Bonn, na Alemanha, e da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. A coordenação será do professor do MAE, Eduardo Góes Neves.
O Centro Internacional Max Planck-USP de Direito – Regimes de Normatividade para Sociedades em Transformação será dirigido pelo professor da Faculdade de Direito (FD) da USP, Samuel Barbosa, e Thomas Duve, do Instituto Max Planck de História e Teoria do Direito. O centro terá sedes em São Paulo, sendo vinculado ao Instituto Max Planck de História e Teoria do Direito, em Frankfurt, na Alemanha.
O Centro realizará pesquisas sobre como o direito e outros regimes de normatividade se transformam diante de mudanças globais e planetárias que atravessam fronteiras e desafiam formas tradicionais de regulação. O Centro parte da premissa de que a produção de conhecimento jurídico global deve enfrentar as assimetrias históricas entre o Norte e o Sul Globais e incorporar, de forma mais sistemática, experiências e tradições teóricas desenvolvidas no Sul Global.
Estratégia internacional
A USP já abriga em seus campi relevantes Centros Internacionais de Pesquisa, como o Institut Pasteur de São Paulo, o International Research Center Worlds in Transitions do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), o Centro Internacional de Pesquisa em Saúde Planetária, em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da França (Inrae) e o Instituto Universitário PSL-USP, este último em parceria com a Université Paris Sciences et Lettres (PSL), que desenvolve iniciativas sobre economia circular e terapia celular.
Integram também essa estratégia de cooperação internacional o Centro Internacional para Engenharia Genética e Biotecnologia (ICGEB), voltado à oncologia de precisão, e o Centro de Micologia Médica da América Latina, estabelecido com a Universidade de Exeter.






