NESTA EDIÇÃO. Os destaques do relatório de produção e vendas da Petrobras no terceiro trimestre de 2026.
Consumidores têm incertezas sobre início do teto da CDE e entrada em vigor de novo encargo.
Câmara aprova apoio financeiro a usineiros no Nordeste.
Indústria defende política de comércio exterior específica para biocombustíveis.
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Petrobras amplia vendas de combustíveis no mercado nacional e bate recorde de exportações no terceiro trimestre
A Petrobras ampliou as vendas de combustíveis no mercado nacional e, ao mesmo tempo, bateu recorde nas vendas de petróleo e derivados para o exterior no terceiro trimestre de 2026, em meio ao alto fator de utilização das refinarias, que ficou em 99%. Os dados são do relatório de produção e vendas divulgado na quarta (28/10). Veja na íntegra.
No mercado interno, as vendas de derivados somaram 1,854 milhão de barris/dia, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021.
- Segundo a companhia, o resultado foi favorecido por fatores sazonais: as vendas de diesel subiram 14,4%, para 849 mil barris/dia, com o plantio da safra de verão e a maior atividade industrial, e as de QAV avançaram 9,9%, para 122 mil barris/dia, com as férias escolares de julho.
Já as exportações de petróleo e derivados somaram 1,251 milhão de barris/dia no terceiro trimestre, recorde da companhia, com alta de 20,7% sobre o mesmo período de 2025. Parte do avanço foi impulsionado pelos derivados, principalmente pelo óleo combustível.
- As exportações de petróleo somaram 987 mil barris/dia, aumento de 21,3% na comparação anual.
- Os embarques mensais bateram recorde em julho, com 37,2 milhões de barris, e em agosto, com 37,8 milhões, resultado que a Petrobras atribui à otimização de recursos e rotas e à redução de esperas e de tempo de atracação.
A China respondeu por 40% das exportações de petróleo. A participação dos Estados Unidos nas vendas para o exterior subiu para 12%, ante 2% no trimestre anterior.
- No trimestre, a Petrobras fez a primeira venda de óleo combustível de baixo teor de enxofre à PetroChina com entrega na China. Segundo a companhia, a operação marca a retomada das vendas para o país desde fevereiro de 2025.
As exportações de óleo combustível somaram 198 mil barris/dia, 13,6% acima do mesmo período no ano passado. Os demais derivados exportados subiram 35,6% na comparação anual, para 66 mil barris/dia.
- Também vendeu óleo combustível de alto teor de enxofre à Shell, em Roterdã (Países Baixos), com destinação parcial ao processamento na refinaria de Pernis.
- Singapura segue como principal destino dos derivados, com 48%. Os EUA caíram de 31% para 17%, e os demais mercados, com destaque para Malásia e China, subiram de 19% para 35%.
Impulsionada pela maior demanda por abastecimento de embarcações nos portos brasileiros, em meio ao conflito no Oriente Médio, a estatal ampliou a atuação no mercado de combustível marítimo.
- A companhia iniciou o fornecimento de bunker em Suape (PE) e realizou a primeira operação comercial no Porto do Rio de Janeiro de bunker com alto teor de enxofre, voltado a embarcações de grande porte.
Vem mais por aí. Cargas de petróleo equivalentes a 140 mil barris/dia ficaram em andamento no fim do trimestre e não entraram na conta das exportações do terceiro trimestre. A Petrobras espera concluí-las no quarto trimestre.
Preço do barril. O Brent era negociado em queda, a US$ 110,02 o barril, por volta das 6h de quinta-feira (29/10) no horário de Brasília. (Investing).
- O petróleo fechou em alta forte na quarta-feira (28), com aumento de 2,03% (US$ 2,23), a US$ 111,64 o barril, em meio a preocupações sobre uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e a indefinição nas eleições de Israel. Também influenciou os preços a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados nos Estados Unidos. (UOL/Estadão).
Combustível de aviação caro. A disparada do preço do petróleo levou a companhia aérea Latam a ajustar 2.476 voos previstos para o segundo trimestre do ano que vem. Os dados fazem parte de um levantamento feito por fontes junto às bases da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).(Valor)
Encargos da energia. A adoção de um teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2027 e a criação de uma nova cobrança, o Encargo de Complemento de Recursos (ECR), estão gerando incertezas para os consumidores de energia e criam risco de judicialização, segundo a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace).
- Ainda há dúvidas sobre sobre quais agentes estarão sujeitos à cobrança do ECR, segundo a entidade. Além disso, não está claro como serão tratadas as mudanças na composição dos custos da CDE entre 2025 e 2027.
Eólicas offshore. Os portos brasileiros precisam de US$ 27,5 milhões a US$ 356,5 milhões em investimentos para se tornarem aptos a apoiar as atividades de geração de energia em alto-mar, de acordo com o estudo divulgado nesta quarta-feira (28/10) pelos Ministérios de Minas e Energia (MME) e dos Portos e Aeroportos (MPor), em conjunto com a Agência Dinamarquesa de Energia (DEA).
Fusões e aquisições. A Neoenergia vendeu sua participação de 25% na holding Hidro Participações a fundos geridos pela Itaú Asset Management, pelo valor de R$ 93,5 milhões. Com a operação, a companhia encerra sua participação na usina hidrelétrica Dardanelos (MT).
Apoio a usineiros. A Câmara dos Deputados aprovou uma subvenção econômica para os produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste, no valor de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar produzida e comprovadamente entregue a usinas, destilarias ou cooperativas durante a safra 2025/2026.
Indústria defende biocombustíveis. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugeriu o desenvolvimento de uma política de comércio exterior específica para os biocombustíveis.
- Um estudo divulgado na quarta-feira (28/10) analisa os desafios para conciliar a transição energética com a segurança do abastecimento e a competitividade da indústria nacional.
Desmonte da política de redução das emissões. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a revogação de regulamentações da administração de seu antecessor, Joe Biden, para reduzir emissões de metano na indústria de óleo e gás.
- O anúncio ocorreu durante comício em Lubbock, Texas, onde dois dias antes um satélite detectou uma grande nuvem de metano emanando de poços de petróleo.
Combate ao desmatamento. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, afirmou que avanços no combate ao desmatamento evitaram que os impactos dos recentes incêndios florestais fossem maiores.
Opinião: O Pará pode transformar o seu potencial geológico em desenvolvimento sustentável. Estado precisa antecipar infraestrutura, qualificação e aproveitamento do gás natural em Barcarena para que a nova fronteira exploratória gere empregos e cadeia de fornecedores locais, escreve o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Alex Dias Carvalho.







