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Seminário debate saúde mental em tempos de incerteza

Evento no dia 10 de novembro reúne profissionais e estudantes para discutir acolhimento, pressões acadêmicas e articulação entre a universidade e os serviços de saúde

Por Rose Talamone

A proposta do evento é promover o diálogo entre a comunidade universitária e os profissionais dos serviços de saúde – Saude mental – Foto: Freepik

O acolhimento humanizado, às pressões da vida acadêmica e as redes de apoio à saúde mental serão temas do seminário Saúde Mental em Tempos de Incerteza, que acontece no dia 10 de novembro, das 18h às 21h, no Anfiteatro Ivo Torres da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP. Voltado a estudantes e demais interessados, especialmente profissionais que atuam na área no município, o encontro terá inscrições por formulário eletrônico neste link.

Coordenado pelo professor André Lucirton Costa, da FEA-RP e atual superintendente de Saúde da USP, o evento integra as atividades da disciplina Atividades Extensionistas em Gestão Organizacional II. A proposta é promover o diálogo entre a comunidade universitária e os profissionais dos serviços de saúde, com reflexões sobre os desafios do cuidado em contextos de incerteza.

Após a recepção dos participantes, às 18h, haverá uma abertura, seguida de palestra com o tema Quem cuida de quem precisa ser cuidado? Acolhimento humanizado em tempos de incerteza, a atividade terá a participação de Osmar A. Madalena, presidente da Associação Vicente de Paulo, e de Renata B. Buccioli, assistente social e coordenadora das residências terapêuticas da instituição.

Às 18h50, o tema será Os desafios da saúde mental no cotidiano universitário, as pressões acadêmicas e as redes de apoio na USP, com a psicóloga Edilene Mendonça Bernardes, doutora em Saúde Mental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) e supervisora no Centro de Orientação Psicológica (COPI) da Prefeitura do Campus da USP em Ribeirão Preto, e pelo médico Alcion Sponholz Junior, diretor técnico de saúde vinculado ao Serviço de Psiquiatria de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da  USP.

Às 19h30 tem a mesa-redonda Cuidado integral e saúde coletiva, com o psiquiatra João Mazzoncini de Azevedo Marques, professor do Departamento de Medicina Social da FMRP, e o psicólogo Marcus Vinicius Santos, coordenador de Saúde Mental da Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, que vão discutir a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial. A mediação será da professora Roseli Basso Silva, do Departamento de Economia da FEA-RP

Experiência no cuidado e formação em saúde mental

A trajetória da Associação Vicente de Paulo no atendimento psicossocial será compartilhada no seminário com estudantes e profissionais, aproximando a experiência dos serviços de saúde das discussões sobre formação e políticas públicas. Nessa articulação, o COPI contribui tanto para a formação em atendimento psicossocial quanto para o cuidado com a saúde mental dos estudantes ao longo da vida universitária.

Fundada em 8 de fevereiro de 1946, a Associação Vicente de Paulo começou a funcionar como hospital psiquiátrico em 1956, em Ribeirão Preto. Esse atendimento foi mantido até o final de 2003, quando a instituição encerrou as atividades hospitalares, em um processo de transformação da assistência em saúde mental voltado à reabilitação psicossocial e ao cuidado na comunidade.

A mudança já ganhava espaço na década de 1990. Em 1996, uma parceria com a Prefeitura de Ribeirão Preto deu origem ao serviço hoje denominado Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, modalidade II. Segundo a administração municipal, a unidade foi uma das primeiras do país dedicadas ao cuidado de pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. O credenciamento pelo Ministério da Saúde ocorreu em 2002.

O serviço oferece atendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde a pessoas a partir dos 18 anos que apresentam sofrimento psíquico intenso relacionado ao uso dessas substâncias. Funciona com portas abertas, permitindo que o usuário procure diretamente a unidade, sem necessidade de encaminhamento ou agendamento. O cuidado também inclui apoio aos familiares, grupos e oficinas terapêuticas, atividades físicas e acompanhamento por equipe de diferentes áreas profissionais.

A associação também atua com residências terapêuticas, destinadas a pessoas com transtornos mentais graves que passaram por longas internações psiquiátricas e não dispõem de suporte familiar. As moradias oferecem assistência contínua e apoio à autonomia e à reinserção social dos moradores.

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas fica na Rua Pará, 1.310, no bairro Ipiranga. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com atendimento ampliado até as 21h às segundas e quartas-feiras. Os telefones são (16) 3615-3336 e (16) 3622-2100.

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