Depois do primeiro abastecimento de etanol em navios da Maersk na Europa, agora é a vez do Porto de Santos ter a opção de poder abastecer os navios de forma regular com etanol. A primeira operação foi com porta-contêineres com capacidade de 13.000 TEU equipado com motor tricombustível certificado para operar com etanol, fabricado pela Everllence (B&W G95ME-C10.5-LGIM). Para as empresas, a operação marca a transição de uma experiência pioneira para um modelo de fornecimento regular de etanol que posiciona o Porto de Santos e o Brasil como importantes centros de abastecimento de combustíveis de baixo carbono. Até o final deste ano, estão previstos novos abastecimentos de navios da CMA CGM com etanol fornecido pela Copersucar. Isso demonstra que o etanol pode ser incorporado às operações marítimas de forma comercial. O etanol fornecido pela Copersucar conta com uma cadeia de produção consolidada e certificada. A expansão da cultura da cana ocorre predominantemente sobre áreas de pastagens degradadas, enquanto o programa RenovaBio estabelece critérios de sustentabilidade e de desmatamento zero. A demanda global por combustíveis marítimos supera 270 bilhões de litros por ano. Considerando a equivalência energética entre os combustíveis, a substituição de apenas 10% desse consumo poderia representar um mercado potencial adicional de aproximadamente 50 bilhões de litros de etanol por ano. A Copersucar avalia que foi inaugurado o primeiro corredor verde de abastecimento marítimo com etanol do mundo, abrindo um novo mercado de destino global para o
combustível.
As operações de abastecimento envolvem a atuação coordenada de diferentes parceiros, que conectam as etapas de produção, transporte, armazenamento e abastecimento do combustível. O etanol produzido pelas usinas associadas à Copersucar é fornecido e transportado até o Porto de Santos pela Evolua Etanol, empresa do Ecossistema Copersucar, onde é armazenado pela Ageo Terminais. A partir dessa estrutura, a cadeia logística permite disponibilizar o biocombustível para o abastecimento dos navios. Para a etapa de abastecimento, que acontece no terminal da Santos Brasil (Tecon Santos), a Bunker One criou um protocolo pioneiro na América Latina, após meses de estudo e treinamento específico da equipe, levando em consideração o baixo ponto de fulgor desse combustível. Para Antônio Carlos Sepúlveda, diretor-presidente da Santos Brasil, sediar esse tipo de operação no Tecon Santos reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável da logística no país. disse. “Temos atuado fortemente para reduzir a pegada de carbono das nossas operações e dos nossos clientes. Contribuir com a transição energética da navegação também faz parte dessa agenda.”






